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Histórias da Navegação

1511 – 1591 · Malaca, Mar do Sul da China, China, Rio das Pérolas

Os portugueses no Extremo Oriente (1511–1640)

Esta história ainda não tem o texto completo. Por enquanto, cada trecho é uma etapa do vídeo.

Parte 1 de 8

1ª parte · Malaca e o padrão de Tamão · 1511–1516

1511 · Estreito de Malaca

Uma armada de Afonso de Albuquerque, com cerca de 18 navios vindos da Índia, entra no estreito de Malaca, a passagem entre o oceano Índico e o mar da China.

Julho de 1511 · Malaca

A armada chega a Malaca, o porto mais rico do Sudeste Asiático, onde se cruzavam mercadores da Índia, de Java e da China.

Agosto de 1511 · a conquista

Depois de semanas de combate, os portugueses tomam a cidade, e o sultão foge. Portugal passa a controlar a porta do mar da China.

1513 · Malaca

Na monção de 1513, os juncos chineses voltam a Malaca. Jorge Álvares, escrivão de um junco carregado de pimenta, embarca com eles rumo à China.

1513 · Mar do Sul da China

É a primeira viagem de um português à China. Os juncos levam pimenta e voltam com porcelana e seda de Cantão.

1513 · Tamão

Jorge Álvares chega à ilha de Tamão, na foz do rio das Pérolas: é o primeiro português na China. Ali ergue um padrão com as armas de Portugal.

1513 · Tamão

Segundo a tradição, enterra ali um filho, que morreu na viagem. Volta a Malaca com mercadorias e notícias dos portos da China.

1516 · Cantão

Três anos depois, o italiano Rafael Perestrelo vai até Cantão a serviço de Portugal. Volta com lucro e a notícia de que os chineses querem paz.

1516–1521 · epílogo

O rei D. Manuel decide mandar uma embaixada ao imperador da China. Jorge Álvares voltaria a Tamão e morreria ali em 1521.

Parte 2 de 8

2ª parte · a embaixada de Tomé Pires · 1517–1521

1517 · Malaca

O rei D. Manuel quer relações com o imperador da China. A armada de Fernão Peres de Andrade parte levando o embaixador Tomé Pires, autor da Suma Oriental.

1517 · Mar do Sul da China

Os mandarins da dinastia Ming nunca tinham ouvido falar de Portugal. Nos registros chineses, os portugueses viram os Folangji, os 'francos'.

Agosto de 1517 · Tamão

A armada chega à ilha de Tamão, na foz do rio das Pérolas, o mesmo lugar onde Jorge Álvares tinha erguido o seu padrão quatro anos antes.

Setembro de 1517 · Cantão

Os navios sobem o rio até Cantão sem autorização e disparam salvas de artilharia, o que ofende os chineses. Tomé Pires desembarca com presentes para o imperador.

1518–1519 · Tamão

Fernão volta a Malaca em 1518. No ano seguinte chega o irmão, Simão de Andrade, que ergue um forte em Tamão, se recusa a pagar taxas e compra crianças chinesas.

1520–1521 · Pequim

Depois de anos de espera, Pires chega a Pequim. O imperador não o recebe: Portugal não se dizia vassalo da China e tinha tomado Malaca, um reino aliado.

1521 · Tamão

Em abril de 1521, o imperador Zhengde morre. A embaixada é expulsa, e Cantão manda os portugueses irem embora. Eles se recusam.

1521 · Tunmen

A frota Ming de Wang Hong cerca os navios portugueses e afunda dois. Em setembro, um ataque com barcos em chamas força os outros a fugir.

1521 · o fim da embaixada

Pires e seus companheiros são presos em Cantão e morrem no cativeiro. A data da morte de Pires é incerta. Em 1522, outra armada portuguesa também é derrotada.

Parte 3 de 8

3ª parte · Tanegashima e as espingardas · 1543

1543 · Sião

Um junco chinês deixa o Sião, a atual Tailândia, rumo ao porto chinês de Ningbo. Entre os mercadores a bordo, viajam alguns portugueses.

1543 · Mar do Sul da China

A China dos Ming tinha proibido o comércio com estrangeiros. Por isso, os portugueses negociavam às escondidas, em juncos de mercadores chineses.

1543 · Mar da China Oriental

Perto do destino, uma tempestade arrasta o junco para o leste, para longe da costa da China, em direção a ilhas desconhecidas.

Setembro de 1543 · Tanegashima

O junco chega a uma enseada da ilha de Tanegashima, no sul do Japão. Os portugueses são os primeiros europeus a pisar no Japão.

1543 · Tanegashima

Ninguém fala a mesma língua. A conversa é feita por escrito, com um chinês do junco, e os japoneses descobrem quem são os estranhos.

1543 · as espingardas

O senhor da ilha, Tanegashima Tokitaka, vê os portugueses atirarem com espingardas. Compra duas, por um preço altíssimo, e manda os ferreiros copiá-las.

Depois de 1543 · a tanegashima

As cópias se espalham pelo Japão com o nome da ilha: tanegashima. Em poucas décadas, as armas de fogo mudam a guerra entre os senhores japoneses.

1543 · quem estava lá

As fontes citam António da Mota e Francisco Zeimoto. Fernão Mendes Pinto diz que também estava lá, mas os historiadores duvidam.

Parte 4 de 8

4ª parte · Xavier, Macau e Nagasaki · 1549–1639

1549 · Malaca

O jesuíta Francisco Xavier embarca num junco chinês rumo ao Japão. Leva Anjirō, um japonês que conhecera em Malaca e que se tornara cristão.

1549 · Mar do Sul da China

Seis anos depois de Tanegashima, os mercadores portugueses já iam ao Japão todo ano, levando seda da China. Os missionários vão junto.

15 de agosto de 1549 · Kagoshima

Xavier desembarca em Kagoshima, a terra de Anjirō. É o começo das missões cristãs no Japão.

1549–1551 · Japão

Xavier passa mais de dois anos no Japão e deixa o país em novembro de 1551. O próximo sonho dele é levar a missão à China, fechada aos estrangeiros.

Dezembro de 1552 · Sanchoão

Na ilha de Sanchoão, perto de Cantão, Xavier espera um junco que o leve para dentro da China. Adoece e morre ali, em dezembro de 1552.

1554 · Cantão

Em 1554, o capitão Leonel de Sousa faz um acordo com as autoridades de Cantão: os portugueses podem comerciar, desde que paguem as taxas.

1557 · Macau

Por volta de 1557, os portugueses erguem casas em Macau. A cidade vira a ponte entre a China e o Japão e ficaria com Portugal até 1999.

1571 · Nagasaki

Com o apoio de Ōmura Sumitada, o primeiro senhor japonês batizado, os jesuítas fundam Nagasaki. Ali chega todo ano a nau do trato, vinda de Macau.

1571–1639 · epílogo

O comércio dura quase um século. Em 1639, o xogunato Tokugawa expulsa os portugueses e fecha o Japão aos europeus.

Parte 5 de 8

5ª parte · a viagem do Japão · 1550–1582

1550 · Goa

A coroa portuguesa faz do comércio com o Japão um monopólio. Todo ano, o rei concede a viagem do Japão a um fidalgo, que ganha o título de capitão-mor.

Os navios negros

As naus eram enormes para a época, feitas na Índia com madeira de teca. Os japoneses as chamavam kurofune, os navios negros, por causa do casco escuro.

Malaca

Saindo de Goa, a nau passa por Malaca, a porta do mar da China, e segue para o norte, rumo a Macau, carregada de mercadorias da Índia e da Europa.

Macau

Em Macau, onde os portugueses se instalaram em 1557, o capitão-mor carrega a nau com seda chinesa, a mercadoria mais desejada no Japão.

Rumo ao Japão

Carregada de seda, ouro e porcelana chinesa, a nau deixa Macau e cruza o mar da China Oriental rumo ao sul do Japão.

1571 · Nagasaki

A partir de 1571, o porto final é Nagasaki, aberto pelo daimiô cristão Ōmura Sumitada. Em 1580, ele entrega a cidade aos jesuítas.

Seda por prata

No Japão, a seda chinesa é trocada por prata japonesa. Esse comércio sustentou Macau e as missões jesuítas no Japão por quase um século.

A volta

Depois de alguns meses em Nagasaki, com a monção de inverno, a nau volta a Macau carregada de prata, e dali segue para a Índia.

20 de fevereiro de 1582

Nesse dia, a nau do capitão-mor Inácio de Lima deixou Nagasaki levando quatro jovens japoneses enviados ao papa. A história deles está nas partes 7 e 8.

Continua na parte 6

Por quase um século, a nau do trato ligou Macau a Nagasaki. Na parte 6: o naufrágio de 1610 e o fim da rota, em 1639.

Parte 6 de 8

6ª parte · o naufrágio e o fim · 1608–1640

1608 · Macau

Em Macau, uma briga com marinheiros de um navio do daimiô Arima Harunobu termina com dezenas de japoneses mortos. A repressão é comandada pelo capitão-mor André Pessoa.

Junho de 1609 · Nagasaki

No ano seguinte, Pessoa chega a Nagasaki com a nau do trato Nossa Senhora da Graça, também chamada Madre de Deus, carregada de seda.

A ordem de Ieyasu

Arima Harunobu leva a queixa a Tokugawa Ieyasu. O xogum acaba mandando prender Pessoa, vivo ou morto.

3 de janeiro de 1610

Os samurais de Arima atacam a nau à noite, em barcos. Sem vento para fugir, Pessoa resiste por três dias e três noites, rebocando a nau pela baía.

6 de janeiro de 1610

No último ataque, a nau pega fogo. Para não ser capturado, Pessoa explode o paiol de pólvora. A nau afunda na baía de Nagasaki com toda a carga.

1611 · o comércio volta

O Japão também perde com o fim da seda chinesa. Em 1611, um enviado de Macau é bem recebido, e as viagens são retomadas.

1614 · a perseguição

Mas o cristianismo é proibido em todo o Japão. Os missionários são expulsos, as igrejas destruídas, e começa a perseguição aos cristãos japoneses.

1636 · Dejima

Os portugueses passam a viver confinados em Dejima, uma ilha artificial construída no porto de Nagasaki para isolá-los da cidade.

1639 · o fim

Depois da revolta cristã de Shimabara, o xogunato proíbe a vinda de navios portugueses. As galeotas voltam a Macau com a notícia.

1640 · a última viagem

Desesperada, Macau envia uma embaixada a Nagasaki, sem nenhuma mercadoria, para pedir a reabertura do comércio.

Agosto de 1640

Os enviados são presos e condenados. 61 homens são decapitados em Nagasaki. Só 13 são mandados de volta a Macau, para contar o que aconteceu.

O fim da rota

Era o fim de quase um século de viagens entre Macau e Nagasaki. No Japão, só holandeses e chineses continuariam a comerciar.

Parte 7 de 8

7ª parte · de Nagasaki a Roma · 1582–1585

20 de fevereiro de 1582 · Nagasaki

Quatro rapazes japoneses de 13 ou 14 anos embarcam na nau do trato rumo à Europa, como enviados dos daimiôs cristãos de Kyushu ao rei de Espanha e ao papa.

Os quatro

São Mancio Itō, Miguel Chijiwa, Martinho Hara e Julião Nakaura. A ideia é do jesuíta Alessandro Valignano, que viaja com eles.

1582 · Macau

A primeira escala é Macau. Valignano quer mostrar à Europa os cristãos do Japão, e aos japoneses o poder da Europa católica.

Malaca e Cochim

Depois de Malaca, a nau contorna o sul da Índia até Cochim e Goa, a capital portuguesa no Oriente.

1583 · Goa

Em Goa, Valignano é nomeado provincial da Índia e não segue viagem. Os rapazes continuam com o padre Nuno Rodrigues e o intérprete Diogo de Mesquita.

Pelo Cabo

A nau atravessa o oceano Índico, dobra o Cabo da Boa Esperança e sobe o Atlântico rumo a Portugal.

Agosto de 1584 · Lisboa

Dois anos e meio depois de sair de Nagasaki, os quatro desembarcam em Lisboa. Dali seguem por terra, de cidade em cidade, rumo a Madri e Roma.

1584 · Madri

Em Madri, o rei Filipe II, que também era rei de Portugal, recebe os enviados japoneses na corte.

23 de março de 1585 · Roma

No Vaticano, o papa Gregório XIII recebe os quatro numa sessão solene e os abraça. Roma inteira quer ver os enviados do Japão.

Sisto V

Semanas depois, Gregório XIII morre, e os rapazes são recebidos também pelo novo papa, Sisto V. A volta para casa está na parte 8.

Parte 8 de 8

8ª parte · a volta ao Japão · 1586–1591

Abril de 1586 · Lisboa

Depois de quase dois anos na Europa, os quatro embarcam em Lisboa de volta para o Japão. Levam presentes, livros e uma prensa de tipos móveis.

De novo pelo Cabo

A nau desce o Atlântico, dobra outra vez o Cabo da Boa Esperança e sobe a costa da África rumo à Índia.

Maio de 1587 · Goa

Em Goa, os rapazes reencontram Valignano, que decide voltar com eles ao Japão.

Julho de 1587 · o édito

No Japão, enquanto isso, Toyotomi Hideyoshi manda expulsar os missionários cristãos. A volta dos enviados fica incerta.

Agosto de 1588 · Macau

O grupo chega a Macau e fica preso ali por quase dois anos, à espera de uma permissão de Hideyoshi para entrar no Japão.

1590 · o livro da viagem

Em Macau, a prensa trazida da Europa imprime em 1590 o De Missione, o livro que conta a viagem dos quatro pela Europa.

Julho de 1590 · Nagasaki

Oito anos e meio depois de partir, os quatro voltam a Nagasaki. Saíram meninos de 13 ou 14 anos e voltam homens de 21 ou 22.

Março de 1591 · Kyoto

Hideyoshi recebe Valignano e os quatro no palácio de Jurakudai, em Kyoto. O Japão que eles encontram já é outro, hostil aos cristãos.

O destino dos quatro

Miguel Chijiwa deixa os jesuítas. Julião Nakaura fica, e morre mártir em Nagasaki em 1633, durante a perseguição aos cristãos japoneses.

Fontes e conferência

Cada data foi batida com as fontes abaixo. Quando elas não concordam, a divergência fica registrada aqui.

Parte 1: 1ª parte · Malaca e o padrão de Tamão · 1511–1516

Armada de Albuquerque, cerca de 18 navios, chega a Malaca em julho de 1511
fontes divergemO número de navios varia entre 17 e 19 conforme a fonte; o texto diz 'cerca de 18'. Chegada em 1º de julho (Wikipédia).
Conquista de Malaca em agosto de 1511; o sultão foge
fontes divergemDia: 15 (Wikipédia) ou 24 de agosto (outras fontes). O texto diz só 'agosto'.
Monção de 1513: Jorge Álvares embarca, como escrivão, num junco com pimenta
confirmado
Pimenta levada para a China em troca de porcelana e seda de Cantão
confirmado
Chegada a Tamão em 1513, primeiro português na China, padrão com as armas de Portugal
fontes divergemBarata: junho de 1513; outras fontes: junho ou julho. O rótulo usa só o ano.
Filho enterrado em Tamão; volta a Malaca com mercadorias e notícias
confirmadoO enterro do filho vem da tradição (ICM e Wikipédia); o texto diz 'segundo a tradição'.
Rafael Perestrelo em Cantão, volta com lucro e notícia de que os chineses queriam paz
fontes divergemAno: 1516 (Barata, Wikipédia) ou 1515 (Marinha).
D. Manuel decide mandar uma embaixada; Álvares morre em Tamão em 1521
confirmado

Parte 2: 2ª parte · a embaixada de Tomé Pires · 1517–1521

Armada de Fernão Peres de Andrade leva o embaixador Tomé Pires (autor da Suma Oriental)
confirmadoBarata: oito navios saem de Cochim; o vídeo mostra a frota sem dar o número.
Os Ming não conheciam Portugal; os portugueses chamados de Folangji
confirmadoFonte chinesa transcrita por Wu Zhiliang, via Barata.
Chegada a Tamão em 15 de agosto de 1517
fontes divergemA Wikipédia (Tunmen) põe a chegada à foz do rio em junho de 1517. O texto segue Barata e a Marinha: agosto.
Entrada em Cantão sem autorização, com salvas de artilharia; Pires desembarca com presentes
confirmadoBarata: fim de setembro de 1517.
Fernão volta em 1518; Simão de Andrade (1519) ergue forte em Tamão, recusa direitos, compra crianças
confirmado
Pires em Pequim; recusa por Portugal não ser vassalo e pela tomada de Malaca
fontes divergemChegada a Pequim: fevereiro de 1521 (Barata) ou 1520 (China Project, Wikipédia). O rótulo diz 1520–1521.
Morte de Zhengde em abril de 1521; expulsão da embaixada; ordem para os portugueses saírem
confirmado
Batalha de Tunmen: frota de Wang Hong afunda dois navios; ataque com fogo em setembro; fuga
fontes divergemInício: abril/maio (China Project) ou junho (Wikipédia). Comandante português: Diogo Calvo. O texto não dá o dia.
Pires preso em Cantão e morto no cativeiro, data incerta; derrota de 1522
fontes divergemMorte de Pires: 1524 ou 1540, conforme a fonte. O texto diz 'data incerta'.

Parte 3: 3ª parte · Tanegashima e as espingardas · 1543

Junco chinês saído do Sião rumo a Ningbo (ou à China), com portugueses a bordo
confirmadoGalvão (Tratado, 1563) fala do Sião; o número de portugueses varia (2 ou 3).
Comércio português clandestino na costa da China, em juncos chineses
confirmado
Tempestade desvia o junco para Tanegashima
confirmado
Chegada em 1543, 25º dia do 8º mês de Tenbun 12 (23 de setembro de 1543)
fontes divergemA data vem do Teppōki (1606). Há autores que propõem 1542 ou 1544; 1543 é a data mais aceita.
Conversa por escrito por meio de um chinês da tripulação
confirmado
Tokitaka compra duas espingardas por preço alto e manda copiá-las
confirmado
A arma japonesa recebe o nome tanegashima e muda a guerra no Japão
confirmado
Nomes: António da Mota e Francisco Zeimoto; reivindicação de Fernão Mendes Pinto
fontes divergemAntónio Peixoto também é citado (EVE), sem prova de que desembarcou. O texto cita só os dois mais aceitos.

Parte 4: 4ª parte · Xavier, Macau e Nagasaki · 1549–1639

Xavier parte de Malaca num junco chinês em 1549, com Anjirō
fontes divergemA saída de Malaca é dada como fim de junho de 1549; uma fonte fala em abril (saída de Goa). O texto diz só 1549.
Mercadores portugueses iam ao Japão desde os anos 1540, levando mercadorias chinesas
confirmado
Desembarque em Kagoshima em 15 de agosto de 1549
confirmado
Xavier deixa o Japão em novembro de 1551 e quer ir à China
confirmado20 de novembro de 1551 (Catholic Encyclopedia).
Morte em Sanchoão em dezembro de 1552
fontes divergemDia: 2 ou 3 de dezembro, conforme a fonte. O texto diz 'dezembro de 1552'.
Acordo de Leonel de Sousa com Cantão em 1554
fontes divergemUma fonte chinesa dá 1553. O texto segue Barata: 1554.
Assentamento em Macau por volta de 1557; Macau portuguesa até 1999
fontes divergemRegistros chineses: entrada em 1553; fontes portuguesas: casas em 1557. O texto diz 'por volta de 1557'.
Nagasaki fundada em 1571 com Ōmura Sumitada, primeiro daimyo batizado; nau anual de Macau
confirmadoHesselink: Ōmura batizado em 1563; ruas abertas na primavera de 1571.
Expulsão dos portugueses em 1639
confirmado

Parte 5: 5ª parte · a viagem do Japão · 1550–1582

A partir de 1550, a coroa controla o comércio com o Japão; todo ano concede a viagem a um fidalgo com o título de capitão-mor
fontes divergem1550 na Wikipédia; outras fontes dão 1555 como início do controle régio. O CAPASIA confirma o capitão escolhido todo ano pelo vice-rei em Goa.
Naus grandes, construídas na Índia com teca; os japoneses as chamavam kurofune (navios negros) pelo casco escuro
confirmadoTamanho: 400 a 600 toneladas no começo, depois até 1.200–1.600 (Wikipédia); o texto não dá número.
Rota Goa → Malaca → Macau → Japão
confirmado
Macau, onde os portugueses se instalaram em 1557; carga de seda chinesa
confirmadoBoxer: o capitão-mor costumava esperar cerca de um ano em Macau enquanto a seda era comprada em Cantão (fora do texto, só uma fonte).
Carga de seda, ouro e porcelana chinesa de Macau para o Japão
confirmadoPartida na monção de junho–julho (Boxer).
1571: Nagasaki vira o porto final; aberto por Ōmura Sumitada; cedido aos jesuítas em 1580
confirmadoBoxer lembra que um navio pode ter ido a Nagasaki já em 1570; desde 1571 é o porto reconhecido.
Seda chinesa trocada por prata japonesa; comércio de quase um século que sustentou Macau e as missões
confirmado
Volta com a monção de inverno, depois de alguns meses no Japão
confirmadoBoxer: chegava em julho ou agosto e partia em novembro, dezembro ou janeiro.
20/2/1582: a nau de Inácio de Lima deixa Nagasaki com os quatro jovens enviados ao papa
confirmado

Parte 6: 6ª parte · o naufrágio e o fim · 1608–1640

1608, Macau: briga com marinheiros do navio de Arima Harunobu, dezenas de japoneses mortos; repressão de André Pessoa
fontes divergemData: 30/11/1608 (Wikipédia). Mortos: de 27 a 50 conforme a fonte; o texto diz 'dezenas'.
1609: Pessoa chega a Nagasaki com a Nossa Senhora da Graça (Madre de Deus)
confirmadoChegada em 29/6/1609 (Wikipédia).
Arima leva a queixa a Ieyasu, que manda prender Pessoa vivo ou morto
confirmado
3/1/1610: ataque; três dias e noites de resistência, a nau é rebocada pela baía
confirmado
6/1/1610: incêndio; Pessoa explode o paiol; a nau afunda com a carga
confirmadoCarga avaliada em mais de um milhão em ouro (Boxer); fora do texto.
1611: enviado de Macau bem recebido; comércio retomado
confirmadoEnviado: D. Nuno de Soutomaior. Primeira nau de novo em 1612 (Wikipédia).
1614: cristianismo proibido em todo o Japão; missionários expulsos; igrejas destruídas
confirmado
Portugueses confinados em Dejima, ilha artificial no porto de Nagasaki (1636)
confirmadoMLIT: ilha concluída em 1636. Wikipédia: construção iniciada em 1634.
1639: depois da revolta de Shimabara, navios portugueses proibidos; galeotas voltam a Macau
confirmado
1640: Macau envia embaixada sem mercadorias para pedir a reabertura
confirmadoBoxer: decisão em 13/3/1640 e partida em 22/6/1640.
Agosto de 1640: 61 decapitados em Nagasaki; 13 mandados de volta a Macau
confirmadoWHE: os enviados e 57 membros da comitiva (61 no total).
Fim de quase um século de comércio Macau–Nagasaki; só holandeses e chineses continuam no Japão
confirmado

Parte 7: 7ª parte · de Nagasaki a Roma · 1582–1585

20/2/1582: quatro rapazes de 13 ou 14 anos partem de Nagasaki na nau do trato como enviados dos daimiôs cristãos de Kyushu ao rei e ao papa
confirmadoNau do capitão-mor Inácio de Lima (Boxer). A Wikipédia dá fevereiro de 1583 no itinerário, contra 1582 na introdução e nas outras fontes.
Os quatro: Mancio Itō, Miguel Chijiwa, Martinho Hara, Julião Nakaura; ideia de Valignano, que viaja com eles
confirmado
Escala em Macau; objetivo duplo de Valignano
confirmadoA data da escala em Macau diverge (março de 1582 ou 1583); o texto só diz 1582 no rótulo da partida.
Malaca, Cochim e Goa
confirmado
Em Goa, Valignano fica como provincial; os rapazes seguem com Nuno Rodrigues e Diogo de Mesquita
confirmadoData em Goa (12/9/1583) é discutida; o texto diz só 1583.
A nau dobra o Cabo da Boa Esperança e sobe o Atlântico
confirmado
Agosto de 1584: chegada a Lisboa, dois anos e meio depois
fontes divergem10/8 (Nippon.com, itinerário da Wikipédia) ou 11/8 (Ricci, texto da Wikipédia). O texto diz 'agosto'.
Madri: Filipe II recebe os enviados
confirmadoWikipédia: 14/11/1584.
23/3/1585: Gregório XIII recebe os quatro em consistório e os abraça
confirmadoMLIT: audiência com Gregório XIII em 1585; o impresso Acta consistorii (1585) registra o consistório.
Gregório XIII morre semanas depois; recebidos também por Sisto V
confirmadoMorte do papa em 10/4/1585; coroação de Sisto V em 1/5/1585.

Parte 8: 8ª parte · a volta ao Japão · 1586–1591

Abril de 1586: partida de Lisboa de volta ao Japão
fontes divergem13/4/1586 (Ricci) ou 8/4/1586 (Wikipédia). O texto diz 'abril'.
Trazem uma prensa de tipos móveis da Europa
confirmadoBoxer: tipos metálicos usados pela imprensa jesuíta de 1590 a 1614.
Volta pelo Cabo da Boa Esperança e pela costa da África
confirmado
Maio de 1587: em Goa reencontram Valignano, que volta com eles ao Japão
confirmadoWikipédia: 29/5/1587.
Julho de 1587: Hideyoshi decreta a expulsão dos missionários
confirmadoData do édito: 25/7/1587 (Boxer).
Agosto de 1588: chegada a Macau; quase dois anos à espera da permissão de Hideyoshi
confirmado
1590: o De Missione é impresso em Macau e conta a viagem
confirmado
Julho de 1590: volta a Nagasaki; tinham 13 ou 14 anos na partida
fontes divergemDia: 18, 21 ou 22 de julho (Boxer); 21/7 na Ricci e na Wikipédia. O texto diz 'julho'.
3/3/1591: Hideyoshi recebe Valignano e os quatro no Jurakudai, em Kyoto
confirmado
Miguel Chijiwa deixa os jesuítas; Julião Nakaura morre mártir em Nagasaki em 1633
confirmadoBoxer cita Nakaura entre os mártires de 1633. Mancio Itō morreu em 1612 e Martinho Hara no exílio em Macau em 1629 (só Wikipédia; fora do texto).