1511 – 1591 · Malaca, Mar do Sul da China, China, Rio das Pérolas
Os portugueses no Extremo Oriente (1511–1640)
Esta história ainda não tem o texto completo. Por enquanto, cada trecho é uma etapa do vídeo.
Parte 1 de 8
1ª parte · Malaca e o padrão de Tamão · 1511–1516
1511 · Estreito de Malaca
Uma armada de Afonso de Albuquerque, com cerca de 18 navios vindos da Índia, entra no estreito de Malaca, a passagem entre o oceano Índico e o mar da China.
Julho de 1511 · Malaca
A armada chega a Malaca, o porto mais rico do Sudeste Asiático, onde se cruzavam mercadores da Índia, de Java e da China.
Agosto de 1511 · a conquista
Depois de semanas de combate, os portugueses tomam a cidade, e o sultão foge. Portugal passa a controlar a porta do mar da China.
1513 · Malaca
Na monção de 1513, os juncos chineses voltam a Malaca. Jorge Álvares, escrivão de um junco carregado de pimenta, embarca com eles rumo à China.
1513 · Mar do Sul da China
É a primeira viagem de um português à China. Os juncos levam pimenta e voltam com porcelana e seda de Cantão.
1513 · Tamão
Jorge Álvares chega à ilha de Tamão, na foz do rio das Pérolas: é o primeiro português na China. Ali ergue um padrão com as armas de Portugal.
1513 · Tamão
Segundo a tradição, enterra ali um filho, que morreu na viagem. Volta a Malaca com mercadorias e notícias dos portos da China.
1516 · Cantão
Três anos depois, o italiano Rafael Perestrelo vai até Cantão a serviço de Portugal. Volta com lucro e a notícia de que os chineses querem paz.
1516–1521 · epílogo
O rei D. Manuel decide mandar uma embaixada ao imperador da China. Jorge Álvares voltaria a Tamão e morreria ali em 1521.
Parte 2 de 8
2ª parte · a embaixada de Tomé Pires · 1517–1521
1517 · Malaca
O rei D. Manuel quer relações com o imperador da China. A armada de Fernão Peres de Andrade parte levando o embaixador Tomé Pires, autor da Suma Oriental.
1517 · Mar do Sul da China
Os mandarins da dinastia Ming nunca tinham ouvido falar de Portugal. Nos registros chineses, os portugueses viram os Folangji, os 'francos'.
Agosto de 1517 · Tamão
A armada chega à ilha de Tamão, na foz do rio das Pérolas, o mesmo lugar onde Jorge Álvares tinha erguido o seu padrão quatro anos antes.
Setembro de 1517 · Cantão
Os navios sobem o rio até Cantão sem autorização e disparam salvas de artilharia, o que ofende os chineses. Tomé Pires desembarca com presentes para o imperador.
1518–1519 · Tamão
Fernão volta a Malaca em 1518. No ano seguinte chega o irmão, Simão de Andrade, que ergue um forte em Tamão, se recusa a pagar taxas e compra crianças chinesas.
1520–1521 · Pequim
Depois de anos de espera, Pires chega a Pequim. O imperador não o recebe: Portugal não se dizia vassalo da China e tinha tomado Malaca, um reino aliado.
1521 · Tamão
Em abril de 1521, o imperador Zhengde morre. A embaixada é expulsa, e Cantão manda os portugueses irem embora. Eles se recusam.
1521 · Tunmen
A frota Ming de Wang Hong cerca os navios portugueses e afunda dois. Em setembro, um ataque com barcos em chamas força os outros a fugir.
1521 · o fim da embaixada
Pires e seus companheiros são presos em Cantão e morrem no cativeiro. A data da morte de Pires é incerta. Em 1522, outra armada portuguesa também é derrotada.
Parte 3 de 8
3ª parte · Tanegashima e as espingardas · 1543
1543 · Sião
Um junco chinês deixa o Sião, a atual Tailândia, rumo ao porto chinês de Ningbo. Entre os mercadores a bordo, viajam alguns portugueses.
1543 · Mar do Sul da China
A China dos Ming tinha proibido o comércio com estrangeiros. Por isso, os portugueses negociavam às escondidas, em juncos de mercadores chineses.
1543 · Mar da China Oriental
Perto do destino, uma tempestade arrasta o junco para o leste, para longe da costa da China, em direção a ilhas desconhecidas.
Setembro de 1543 · Tanegashima
O junco chega a uma enseada da ilha de Tanegashima, no sul do Japão. Os portugueses são os primeiros europeus a pisar no Japão.
1543 · Tanegashima
Ninguém fala a mesma língua. A conversa é feita por escrito, com um chinês do junco, e os japoneses descobrem quem são os estranhos.
1543 · as espingardas
O senhor da ilha, Tanegashima Tokitaka, vê os portugueses atirarem com espingardas. Compra duas, por um preço altíssimo, e manda os ferreiros copiá-las.
Depois de 1543 · a tanegashima
As cópias se espalham pelo Japão com o nome da ilha: tanegashima. Em poucas décadas, as armas de fogo mudam a guerra entre os senhores japoneses.
1543 · quem estava lá
As fontes citam António da Mota e Francisco Zeimoto. Fernão Mendes Pinto diz que também estava lá, mas os historiadores duvidam.
Parte 4 de 8
4ª parte · Xavier, Macau e Nagasaki · 1549–1639
1549 · Malaca
O jesuíta Francisco Xavier embarca num junco chinês rumo ao Japão. Leva Anjirō, um japonês que conhecera em Malaca e que se tornara cristão.
1549 · Mar do Sul da China
Seis anos depois de Tanegashima, os mercadores portugueses já iam ao Japão todo ano, levando seda da China. Os missionários vão junto.
15 de agosto de 1549 · Kagoshima
Xavier desembarca em Kagoshima, a terra de Anjirō. É o começo das missões cristãs no Japão.
1549–1551 · Japão
Xavier passa mais de dois anos no Japão e deixa o país em novembro de 1551. O próximo sonho dele é levar a missão à China, fechada aos estrangeiros.
Dezembro de 1552 · Sanchoão
Na ilha de Sanchoão, perto de Cantão, Xavier espera um junco que o leve para dentro da China. Adoece e morre ali, em dezembro de 1552.
1554 · Cantão
Em 1554, o capitão Leonel de Sousa faz um acordo com as autoridades de Cantão: os portugueses podem comerciar, desde que paguem as taxas.
1557 · Macau
Por volta de 1557, os portugueses erguem casas em Macau. A cidade vira a ponte entre a China e o Japão e ficaria com Portugal até 1999.
1571 · Nagasaki
Com o apoio de Ōmura Sumitada, o primeiro senhor japonês batizado, os jesuítas fundam Nagasaki. Ali chega todo ano a nau do trato, vinda de Macau.
1571–1639 · epílogo
O comércio dura quase um século. Em 1639, o xogunato Tokugawa expulsa os portugueses e fecha o Japão aos europeus.
Parte 5 de 8
5ª parte · a viagem do Japão · 1550–1582
1550 · Goa
A coroa portuguesa faz do comércio com o Japão um monopólio. Todo ano, o rei concede a viagem do Japão a um fidalgo, que ganha o título de capitão-mor.
Os navios negros
As naus eram enormes para a época, feitas na Índia com madeira de teca. Os japoneses as chamavam kurofune, os navios negros, por causa do casco escuro.
Malaca
Saindo de Goa, a nau passa por Malaca, a porta do mar da China, e segue para o norte, rumo a Macau, carregada de mercadorias da Índia e da Europa.
Macau
Em Macau, onde os portugueses se instalaram em 1557, o capitão-mor carrega a nau com seda chinesa, a mercadoria mais desejada no Japão.
Rumo ao Japão
Carregada de seda, ouro e porcelana chinesa, a nau deixa Macau e cruza o mar da China Oriental rumo ao sul do Japão.
1571 · Nagasaki
A partir de 1571, o porto final é Nagasaki, aberto pelo daimiô cristão Ōmura Sumitada. Em 1580, ele entrega a cidade aos jesuítas.
Seda por prata
No Japão, a seda chinesa é trocada por prata japonesa. Esse comércio sustentou Macau e as missões jesuítas no Japão por quase um século.
A volta
Depois de alguns meses em Nagasaki, com a monção de inverno, a nau volta a Macau carregada de prata, e dali segue para a Índia.
20 de fevereiro de 1582
Nesse dia, a nau do capitão-mor Inácio de Lima deixou Nagasaki levando quatro jovens japoneses enviados ao papa. A história deles está nas partes 7 e 8.
Continua na parte 6
Por quase um século, a nau do trato ligou Macau a Nagasaki. Na parte 6: o naufrágio de 1610 e o fim da rota, em 1639.
Parte 6 de 8
6ª parte · o naufrágio e o fim · 1608–1640
1608 · Macau
Em Macau, uma briga com marinheiros de um navio do daimiô Arima Harunobu termina com dezenas de japoneses mortos. A repressão é comandada pelo capitão-mor André Pessoa.
Junho de 1609 · Nagasaki
No ano seguinte, Pessoa chega a Nagasaki com a nau do trato Nossa Senhora da Graça, também chamada Madre de Deus, carregada de seda.
A ordem de Ieyasu
Arima Harunobu leva a queixa a Tokugawa Ieyasu. O xogum acaba mandando prender Pessoa, vivo ou morto.
3 de janeiro de 1610
Os samurais de Arima atacam a nau à noite, em barcos. Sem vento para fugir, Pessoa resiste por três dias e três noites, rebocando a nau pela baía.
6 de janeiro de 1610
No último ataque, a nau pega fogo. Para não ser capturado, Pessoa explode o paiol de pólvora. A nau afunda na baía de Nagasaki com toda a carga.
1611 · o comércio volta
O Japão também perde com o fim da seda chinesa. Em 1611, um enviado de Macau é bem recebido, e as viagens são retomadas.
1614 · a perseguição
Mas o cristianismo é proibido em todo o Japão. Os missionários são expulsos, as igrejas destruídas, e começa a perseguição aos cristãos japoneses.
1636 · Dejima
Os portugueses passam a viver confinados em Dejima, uma ilha artificial construída no porto de Nagasaki para isolá-los da cidade.
1639 · o fim
Depois da revolta cristã de Shimabara, o xogunato proíbe a vinda de navios portugueses. As galeotas voltam a Macau com a notícia.
1640 · a última viagem
Desesperada, Macau envia uma embaixada a Nagasaki, sem nenhuma mercadoria, para pedir a reabertura do comércio.
Agosto de 1640
Os enviados são presos e condenados. 61 homens são decapitados em Nagasaki. Só 13 são mandados de volta a Macau, para contar o que aconteceu.
O fim da rota
Era o fim de quase um século de viagens entre Macau e Nagasaki. No Japão, só holandeses e chineses continuariam a comerciar.
Parte 7 de 8
7ª parte · de Nagasaki a Roma · 1582–1585
20 de fevereiro de 1582 · Nagasaki
Quatro rapazes japoneses de 13 ou 14 anos embarcam na nau do trato rumo à Europa, como enviados dos daimiôs cristãos de Kyushu ao rei de Espanha e ao papa.
Os quatro
São Mancio Itō, Miguel Chijiwa, Martinho Hara e Julião Nakaura. A ideia é do jesuíta Alessandro Valignano, que viaja com eles.
1582 · Macau
A primeira escala é Macau. Valignano quer mostrar à Europa os cristãos do Japão, e aos japoneses o poder da Europa católica.
Malaca e Cochim
Depois de Malaca, a nau contorna o sul da Índia até Cochim e Goa, a capital portuguesa no Oriente.
1583 · Goa
Em Goa, Valignano é nomeado provincial da Índia e não segue viagem. Os rapazes continuam com o padre Nuno Rodrigues e o intérprete Diogo de Mesquita.
Pelo Cabo
A nau atravessa o oceano Índico, dobra o Cabo da Boa Esperança e sobe o Atlântico rumo a Portugal.
Agosto de 1584 · Lisboa
Dois anos e meio depois de sair de Nagasaki, os quatro desembarcam em Lisboa. Dali seguem por terra, de cidade em cidade, rumo a Madri e Roma.
1584 · Madri
Em Madri, o rei Filipe II, que também era rei de Portugal, recebe os enviados japoneses na corte.
23 de março de 1585 · Roma
No Vaticano, o papa Gregório XIII recebe os quatro numa sessão solene e os abraça. Roma inteira quer ver os enviados do Japão.
Sisto V
Semanas depois, Gregório XIII morre, e os rapazes são recebidos também pelo novo papa, Sisto V. A volta para casa está na parte 8.
Parte 8 de 8
8ª parte · a volta ao Japão · 1586–1591
Abril de 1586 · Lisboa
Depois de quase dois anos na Europa, os quatro embarcam em Lisboa de volta para o Japão. Levam presentes, livros e uma prensa de tipos móveis.
De novo pelo Cabo
A nau desce o Atlântico, dobra outra vez o Cabo da Boa Esperança e sobe a costa da África rumo à Índia.
Maio de 1587 · Goa
Em Goa, os rapazes reencontram Valignano, que decide voltar com eles ao Japão.
Julho de 1587 · o édito
No Japão, enquanto isso, Toyotomi Hideyoshi manda expulsar os missionários cristãos. A volta dos enviados fica incerta.
Agosto de 1588 · Macau
O grupo chega a Macau e fica preso ali por quase dois anos, à espera de uma permissão de Hideyoshi para entrar no Japão.
1590 · o livro da viagem
Em Macau, a prensa trazida da Europa imprime em 1590 o De Missione, o livro que conta a viagem dos quatro pela Europa.
Julho de 1590 · Nagasaki
Oito anos e meio depois de partir, os quatro voltam a Nagasaki. Saíram meninos de 13 ou 14 anos e voltam homens de 21 ou 22.
Março de 1591 · Kyoto
Hideyoshi recebe Valignano e os quatro no palácio de Jurakudai, em Kyoto. O Japão que eles encontram já é outro, hostil aos cristãos.
O destino dos quatro
Miguel Chijiwa deixa os jesuítas. Julião Nakaura fica, e morre mártir em Nagasaki em 1633, durante a perseguição aos cristãos japoneses.
Fontes e conferência
Cada data foi batida com as fontes abaixo. Quando elas não concordam, a divergência fica registrada aqui.
Parte 1: 1ª parte · Malaca e o padrão de Tamão · 1511–1516
- Dos primeiros contactos luso-chineses à presença portuguesa em Macau (Revista de Cultura 72, 2023), com fontes portuguesas e chinesas (Wu Zhiliang)Aureliano Barata, Instituto Cultural de Macau
- Revista de Cultura (artigo sobre Jorge Álvares e Tamão)Instituto Cultural de Macau
- The First Contacts (Revista de Cultura)Instituto Cultural de Macau
- 505 anos da chegada à China de Fernão Peres de AndradeMarinha Portuguesa (Biblioteca Central)
- Jorge ÁlvaresWikipedia (en)
- Capture of Malacca (1511)Wikipedia (en)
- Rafael PerestrelloWikipedia (en)
- Armada de Albuquerque, cerca de 18 navios, chega a Malaca em julho de 1511
- fontes divergemO número de navios varia entre 17 e 19 conforme a fonte; o texto diz 'cerca de 18'. Chegada em 1º de julho (Wikipédia).
- Conquista de Malaca em agosto de 1511; o sultão foge
- fontes divergemDia: 15 (Wikipédia) ou 24 de agosto (outras fontes). O texto diz só 'agosto'.
- Monção de 1513: Jorge Álvares embarca, como escrivão, num junco com pimenta
- confirmado
- Pimenta levada para a China em troca de porcelana e seda de Cantão
- confirmado
- Chegada a Tamão em 1513, primeiro português na China, padrão com as armas de Portugal
- fontes divergemBarata: junho de 1513; outras fontes: junho ou julho. O rótulo usa só o ano.
- Filho enterrado em Tamão; volta a Malaca com mercadorias e notícias
- confirmadoO enterro do filho vem da tradição (ICM e Wikipédia); o texto diz 'segundo a tradição'.
- Rafael Perestrelo em Cantão, volta com lucro e notícia de que os chineses queriam paz
- fontes divergemAno: 1516 (Barata, Wikipédia) ou 1515 (Marinha).
- D. Manuel decide mandar uma embaixada; Álvares morre em Tamão em 1521
- confirmado
Parte 2: 2ª parte · a embaixada de Tomé Pires · 1517–1521
- Dos primeiros contactos luso-chineses à presença portuguesa em Macau (Revista de Cultura 72, 2023), com fontes portuguesas e chinesas (Wu Zhiliang)Aureliano Barata, Instituto Cultural de Macau
- Battle of Tunmen: The first clash between China and Europe (com base em Tonio Andrade, The Gunpowder Age)The China Project
- The First Contacts (Revista de Cultura)Instituto Cultural de Macau
- 505 anos da chegada à China de Fernão Peres de AndradeMarinha Portuguesa (Biblioteca Central)
- Documental Anthology: carta de Cristóvão Vieira, preso em Cantão (Revista de Cultura)Instituto Cultural de Macau
- Tomé PiresWikipedia (en)
- Battle of TunmenWikipedia (en)
- Armada de Fernão Peres de Andrade leva o embaixador Tomé Pires (autor da Suma Oriental)
- confirmadoBarata: oito navios saem de Cochim; o vídeo mostra a frota sem dar o número.
- Os Ming não conheciam Portugal; os portugueses chamados de Folangji
- confirmadoFonte chinesa transcrita por Wu Zhiliang, via Barata.
- Chegada a Tamão em 15 de agosto de 1517
- fontes divergemA Wikipédia (Tunmen) põe a chegada à foz do rio em junho de 1517. O texto segue Barata e a Marinha: agosto.
- Entrada em Cantão sem autorização, com salvas de artilharia; Pires desembarca com presentes
- confirmadoBarata: fim de setembro de 1517.
- Fernão volta em 1518; Simão de Andrade (1519) ergue forte em Tamão, recusa direitos, compra crianças
- confirmado
- Pires em Pequim; recusa por Portugal não ser vassalo e pela tomada de Malaca
- fontes divergemChegada a Pequim: fevereiro de 1521 (Barata) ou 1520 (China Project, Wikipédia). O rótulo diz 1520–1521.
- Morte de Zhengde em abril de 1521; expulsão da embaixada; ordem para os portugueses saírem
- confirmado
- Batalha de Tunmen: frota de Wang Hong afunda dois navios; ataque com fogo em setembro; fuga
- fontes divergemInício: abril/maio (China Project) ou junho (Wikipédia). Comandante português: Diogo Calvo. O texto não dá o dia.
- Pires preso em Cantão e morto no cativeiro, data incerta; derrota de 1522
- fontes divergemMorte de Pires: 1524 ou 1540, conforme a fonte. O texto diz 'data incerta'.
Parte 3: 3ª parte · Tanegashima e as espingardas · 1543
- Dos primeiros contactos luso-chineses à presença portuguesa em Macau (Revista de Cultura 72, 2023), com fontes portuguesas e chinesas (Wu Zhiliang)Aureliano Barata, Instituto Cultural de Macau
- Europeans Begin Trade with Japan (Research Starters)EBSCO
- Chegada dos portugueses ao Japão (verbete, com base em Galvão, Couto, Mendes Pinto e no Teppōki)Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa, CHAM, FCSH/Universidade NOVA de Lisboa
- Japan–Portugal: 480 years of friendshipPortuguese.asia
- The Longue Durée of the Arrival of the Portuguese and Firearms in Japan (Memoirs of the Research Department 60), com o texto do TeppōkiMurai Shōsuke, Toyo Bunko
- Japan–Portugal relationsWikipedia (en)
- Tanegashima (gun)Wikipedia (en)
- Junco chinês saído do Sião rumo a Ningbo (ou à China), com portugueses a bordo
- confirmadoGalvão (Tratado, 1563) fala do Sião; o número de portugueses varia (2 ou 3).
- Comércio português clandestino na costa da China, em juncos chineses
- confirmado
- Tempestade desvia o junco para Tanegashima
- confirmado
- Chegada em 1543, 25º dia do 8º mês de Tenbun 12 (23 de setembro de 1543)
- fontes divergemA data vem do Teppōki (1606). Há autores que propõem 1542 ou 1544; 1543 é a data mais aceita.
- Conversa por escrito por meio de um chinês da tripulação
- confirmado
- Tokitaka compra duas espingardas por preço alto e manda copiá-las
- confirmado
- A arma japonesa recebe o nome tanegashima e muda a guerra no Japão
- confirmado
- Nomes: António da Mota e Francisco Zeimoto; reivindicação de Fernão Mendes Pinto
- fontes divergemAntónio Peixoto também é citado (EVE), sem prova de que desembarcou. O texto cita só os dois mais aceitos.
Parte 4: 4ª parte · Xavier, Macau e Nagasaki · 1549–1639
- Dos primeiros contactos luso-chineses à presença portuguesa em Macau (Revista de Cultura 72, 2023), com fontes portuguesas e chinesas (Wu Zhiliang)Aureliano Barata, Instituto Cultural de Macau
- St. Francis Xavier (Catholic Encyclopedia, 1909)Catholic Encyclopedia / Ökumenisches Heiligenlexikon
- A Tale of Two Cities: Nagasaki and Its Founding (Bulletin of Portuguese-Japanese Studies)Reinier H. Hesselink, CHAM, Universidade NOVA de Lisboa
- Xavier, Francis (Japan Past and Present)University of Pittsburgh
- Portuguese NagasakiWorld History Encyclopedia
- AnjirōWikipedia (en)
- Portuguese MacauWikipedia (en)
- Nagasaki (história)Wikipedia (en)
- Xavier parte de Malaca num junco chinês em 1549, com Anjirō
- fontes divergemA saída de Malaca é dada como fim de junho de 1549; uma fonte fala em abril (saída de Goa). O texto diz só 1549.
- Mercadores portugueses iam ao Japão desde os anos 1540, levando mercadorias chinesas
- confirmado
- Desembarque em Kagoshima em 15 de agosto de 1549
- confirmado
- Xavier deixa o Japão em novembro de 1551 e quer ir à China
- confirmado20 de novembro de 1551 (Catholic Encyclopedia).
- Morte em Sanchoão em dezembro de 1552
- fontes divergemDia: 2 ou 3 de dezembro, conforme a fonte. O texto diz 'dezembro de 1552'.
- Acordo de Leonel de Sousa com Cantão em 1554
- fontes divergemUma fonte chinesa dá 1553. O texto segue Barata: 1554.
- Assentamento em Macau por volta de 1557; Macau portuguesa até 1999
- fontes divergemRegistros chineses: entrada em 1553; fontes portuguesas: casas em 1557. O texto diz 'por volta de 1557'.
- Nagasaki fundada em 1571 com Ōmura Sumitada, primeiro daimyo batizado; nau anual de Macau
- confirmadoHesselink: Ōmura batizado em 1563; ruas abertas na primavera de 1571.
- Expulsão dos portugueses em 1639
- confirmado
Parte 5: 5ª parte · a viagem do Japão · 1550–1582
- The Christian Century in Japan, 1549–1650 (1951)C. R. Boxer, University of California Press (Internet Archive)
- The Great Ship from Amacon: Annals of Macao and the Old Japan Trade, 1555–1640 (1959)C. R. Boxer (Internet Archive)
- The Portuguese "Carreira do Japão"Projeto CAPASIA (European Research Council)
- Chronology of Christianity in Japan Centered on NagasakiAgência de Turismo do Japão / MLIT (base de textos multilíngues)
- Japanese Travellers in Sixteenth-Century Europe (De Missione, trad. J. F. Moran), registro de catálogoRicci Institute Library, Boston College
- Nagasaki PortuguesaMark Cartwright, World History Encyclopedia
- Nanban tradeWikipedia (en)
- Tenshō embassyWikipedia (en)
- A partir de 1550, a coroa controla o comércio com o Japão; todo ano concede a viagem a um fidalgo com o título de capitão-mor
- fontes divergem1550 na Wikipédia; outras fontes dão 1555 como início do controle régio. O CAPASIA confirma o capitão escolhido todo ano pelo vice-rei em Goa.
- Naus grandes, construídas na Índia com teca; os japoneses as chamavam kurofune (navios negros) pelo casco escuro
- confirmadoTamanho: 400 a 600 toneladas no começo, depois até 1.200–1.600 (Wikipédia); o texto não dá número.
- Rota Goa → Malaca → Macau → Japão
- confirmado
- Macau, onde os portugueses se instalaram em 1557; carga de seda chinesa
- confirmadoBoxer: o capitão-mor costumava esperar cerca de um ano em Macau enquanto a seda era comprada em Cantão (fora do texto, só uma fonte).
- Carga de seda, ouro e porcelana chinesa de Macau para o Japão
- confirmadoPartida na monção de junho–julho (Boxer).
- 1571: Nagasaki vira o porto final; aberto por Ōmura Sumitada; cedido aos jesuítas em 1580
- confirmadoBoxer lembra que um navio pode ter ido a Nagasaki já em 1570; desde 1571 é o porto reconhecido.
- Seda chinesa trocada por prata japonesa; comércio de quase um século que sustentou Macau e as missões
- confirmado
- Volta com a monção de inverno, depois de alguns meses no Japão
- confirmadoBoxer: chegava em julho ou agosto e partia em novembro, dezembro ou janeiro.
- 20/2/1582: a nau de Inácio de Lima deixa Nagasaki com os quatro jovens enviados ao papa
- confirmado
Parte 6: 6ª parte · o naufrágio e o fim · 1608–1640
- The Christian Century in Japan, 1549–1650 (1951)C. R. Boxer, University of California Press (Internet Archive)
- The Great Ship from Amacon: Annals of Macao and the Old Japan Trade, 1555–1640 (1959)C. R. Boxer (Internet Archive)
- Chronology of Christianity in Japan Centered on NagasakiAgência de Turismo do Japão / MLIT (base de textos multilíngues)
- Nagasaki PortuguesaMark Cartwright, World History Encyclopedia
- 1640 Macau embassy to NagasakiWikipedia (en)
- Nanban tradeWikipedia (en)
- Nossa Senhora da Graça incidentWikipedia (en)
- 1608, Macau: briga com marinheiros do navio de Arima Harunobu, dezenas de japoneses mortos; repressão de André Pessoa
- fontes divergemData: 30/11/1608 (Wikipédia). Mortos: de 27 a 50 conforme a fonte; o texto diz 'dezenas'.
- 1609: Pessoa chega a Nagasaki com a Nossa Senhora da Graça (Madre de Deus)
- confirmadoChegada em 29/6/1609 (Wikipédia).
- Arima leva a queixa a Ieyasu, que manda prender Pessoa vivo ou morto
- confirmado
- 3/1/1610: ataque; três dias e noites de resistência, a nau é rebocada pela baía
- confirmado
- 6/1/1610: incêndio; Pessoa explode o paiol; a nau afunda com a carga
- confirmadoCarga avaliada em mais de um milhão em ouro (Boxer); fora do texto.
- 1611: enviado de Macau bem recebido; comércio retomado
- confirmadoEnviado: D. Nuno de Soutomaior. Primeira nau de novo em 1612 (Wikipédia).
- 1614: cristianismo proibido em todo o Japão; missionários expulsos; igrejas destruídas
- confirmado
- Portugueses confinados em Dejima, ilha artificial no porto de Nagasaki (1636)
- confirmadoMLIT: ilha concluída em 1636. Wikipédia: construção iniciada em 1634.
- 1639: depois da revolta de Shimabara, navios portugueses proibidos; galeotas voltam a Macau
- confirmado
- 1640: Macau envia embaixada sem mercadorias para pedir a reabertura
- confirmadoBoxer: decisão em 13/3/1640 e partida em 22/6/1640.
- Agosto de 1640: 61 decapitados em Nagasaki; 13 mandados de volta a Macau
- confirmadoWHE: os enviados e 57 membros da comitiva (61 no total).
- Fim de quase um século de comércio Macau–Nagasaki; só holandeses e chineses continuam no Japão
- confirmado
Parte 7: 7ª parte · de Nagasaki a Roma · 1582–1585
- Acta consistorii publice exhibiti a S. D. N. Gregorio Papa XIII regum Iaponiorum legatis (Roma, 1585), registro do impressoDouglas Stewart Fine Books
- The Christian Century in Japan, 1549–1650 (1951)C. R. Boxer, University of California Press (Internet Archive)
- The Great Ship from Amacon: Annals of Macao and the Old Japan Trade, 1555–1640 (1959)C. R. Boxer (Internet Archive)
- Chronology of Christianity in Japan Centered on NagasakiAgência de Turismo do Japão / MLIT (base de textos multilíngues)
- Early Christianity in Japan: retracing the life of sixteenth-century emissary to Rome Chijiwa MiguelNippon.com
- Japanese Travellers in Sixteenth-Century Europe (De Missione, trad. J. F. Moran), registro de catálogoRicci Institute Library, Boston College
- Tenshō embassyWikipedia (en)
- 20/2/1582: quatro rapazes de 13 ou 14 anos partem de Nagasaki na nau do trato como enviados dos daimiôs cristãos de Kyushu ao rei e ao papa
- confirmadoNau do capitão-mor Inácio de Lima (Boxer). A Wikipédia dá fevereiro de 1583 no itinerário, contra 1582 na introdução e nas outras fontes.
- Os quatro: Mancio Itō, Miguel Chijiwa, Martinho Hara, Julião Nakaura; ideia de Valignano, que viaja com eles
- confirmado
- Escala em Macau; objetivo duplo de Valignano
- confirmadoA data da escala em Macau diverge (março de 1582 ou 1583); o texto só diz 1582 no rótulo da partida.
- Malaca, Cochim e Goa
- confirmado
- Em Goa, Valignano fica como provincial; os rapazes seguem com Nuno Rodrigues e Diogo de Mesquita
- confirmadoData em Goa (12/9/1583) é discutida; o texto diz só 1583.
- A nau dobra o Cabo da Boa Esperança e sobe o Atlântico
- confirmado
- Agosto de 1584: chegada a Lisboa, dois anos e meio depois
- fontes divergem10/8 (Nippon.com, itinerário da Wikipédia) ou 11/8 (Ricci, texto da Wikipédia). O texto diz 'agosto'.
- Madri: Filipe II recebe os enviados
- confirmadoWikipédia: 14/11/1584.
- 23/3/1585: Gregório XIII recebe os quatro em consistório e os abraça
- confirmadoMLIT: audiência com Gregório XIII em 1585; o impresso Acta consistorii (1585) registra o consistório.
- Gregório XIII morre semanas depois; recebidos também por Sisto V
- confirmadoMorte do papa em 10/4/1585; coroação de Sisto V em 1/5/1585.
Parte 8: 8ª parte · a volta ao Japão · 1586–1591
- The Christian Century in Japan, 1549–1650 (1951)C. R. Boxer, University of California Press (Internet Archive)
- The Great Ship from Amacon: Annals of Macao and the Old Japan Trade, 1555–1640 (1959)C. R. Boxer (Internet Archive)
- Chronology of Christianity in Japan Centered on NagasakiAgência de Turismo do Japão / MLIT (base de textos multilíngues)
- Early Christianity in Japan: retracing the life of sixteenth-century emissary to Rome Chijiwa MiguelNippon.com
- Japanese Travellers in Sixteenth-Century Europe (De Missione, trad. J. F. Moran), registro de catálogoRicci Institute Library, Boston College
- Tenshō embassyWikipedia (en)
- Abril de 1586: partida de Lisboa de volta ao Japão
- fontes divergem13/4/1586 (Ricci) ou 8/4/1586 (Wikipédia). O texto diz 'abril'.
- Trazem uma prensa de tipos móveis da Europa
- confirmadoBoxer: tipos metálicos usados pela imprensa jesuíta de 1590 a 1614.
- Volta pelo Cabo da Boa Esperança e pela costa da África
- confirmado
- Maio de 1587: em Goa reencontram Valignano, que volta com eles ao Japão
- confirmadoWikipédia: 29/5/1587.
- Julho de 1587: Hideyoshi decreta a expulsão dos missionários
- confirmadoData do édito: 25/7/1587 (Boxer).
- Agosto de 1588: chegada a Macau; quase dois anos à espera da permissão de Hideyoshi
- confirmado
- 1590: o De Missione é impresso em Macau e conta a viagem
- confirmado
- Julho de 1590: volta a Nagasaki; tinham 13 ou 14 anos na partida
- fontes divergemDia: 18, 21 ou 22 de julho (Boxer); 21/7 na Ricci e na Wikipédia. O texto diz 'julho'.
- 3/3/1591: Hideyoshi recebe Valignano e os quatro no Jurakudai, em Kyoto
- confirmado
- Miguel Chijiwa deixa os jesuítas; Julião Nakaura morre mártir em Nagasaki em 1633
- confirmadoBoxer cita Nakaura entre os mártires de 1633. Mancio Itō morreu em 1612 e Martinho Hara no exílio em Macau em 1629 (só Wikipédia; fora do texto).