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Histórias da Navegação

1497 – 1524 · Atlântico, Cabo Verde, África do Sul, Moçambique

Vasco da Gama: as três viagens à Índia (1497–1524)

Esta história ainda não tem o texto completo. Por enquanto, cada trecho é uma etapa do vídeo.

Parte 1 de 5

Lisboa → Calicut · 1497–98

8 de julho de 1497 · Lisboa

Vasco da Gama parte do Restelo com quatro navios e cerca de 170 homens. Bartolomeu Dias, que dobrara o Cabo em 1488, acompanha a frota no começo.

27 de julho de 1497 · Cabo Verde

Separados por um nevoeiro, os navios se reencontram perto da ilha do Sal e fazem escala em Santiago, em Cabo Verde.

3 de agosto de 1497 · Atlântico

Em vez de seguir a costa da África, Gama abre uma enorme volta pelo Atlântico Sul, longe de qualquer terra, à procura de ventos melhores.

Novembro de 1497 · Baía de Santa Helena

Depois de mais de três meses sem ver terra, a frota avista a costa africana e ancora na baía de Santa Helena.

Novembro de 1497 · São Brás

Em 22 de novembro, a frota dobra o Cabo da Boa Esperança. Na baía de São Brás, desmonta a nau de mantimentos e divide a carga entre os outros navios.

25 de dezembro de 1497 · Natal

No dia de Natal, os navios costeiam uma terra que batizam de Natal, nome que a região guarda até hoje.

Março e abril de 1498 · Moçambique e Mombaça

Na ilha de Moçambique e em Mombaça, os portugueses são recebidos com desconfiança e hostilidade, e a frota segue para o norte.

14 de abril de 1498 · Melinde

Em Melinde, o rei recebe bem os portugueses e consegue para eles um piloto que conhece o caminho para a Índia.

24 de abril de 1498 · Oceano Índico

Com o piloto e os ventos de monção, a frota cruza o oceano Índico em menos de um mês.

20 de maio de 1498 · Calicut

A frota ancora perto de Calicut, na Índia. Pela primeira vez, navios europeus chegam à Índia contornando a África.

Parte 2 de 5

Calicut → Lisboa · 1498–99

Agosto de 1498 · Calicut

Depois de três meses de negociações difíceis com o Samorim, Gama deixa Calicut de volta para Portugal, levando especiarias e alguns reféns.

Setembro de 1498 · Angediva

Na ilha de Angediva, os navios são consertados antes de enfrentar de novo o oceano Índico.

Outubro a dezembro de 1498 · Oceano Índico

Sem os ventos certos, a travessia que levara menos de um mês agora leva quase três meses. O escorbuto mata dezenas de homens.

7 de janeiro de 1499 · Melinde

Em Melinde, o rei volta a ajudar com comida e água. Mesmo assim, muitos doentes ainda morrem ali.

Janeiro de 1499 · Costa da África

Sem homens para três navios, Gama manda queimar a São Rafael e divide a tripulação entre a São Gabriel e a Bérrio.

20 de março de 1499 · Cabo da Boa Esperança

As duas naus dobram de novo o Cabo da Boa Esperança, agora de volta para o Atlântico.

Abril de 1499 · Cabo Verde

Perto de Cabo Verde, os navios se separam. A Bérrio segue para Lisboa, e Gama vai para Santiago com o irmão Paulo, muito doente.

Julho de 1499 · Lisboa

A Bérrio, de Nicolau Coelho, é a primeira a chegar a Lisboa com a notícia: o caminho marítimo para a Índia está aberto.

Fim do verão de 1499 · Lisboa

Paulo da Gama morre nos Açores. Vasco chega a Lisboa no fim de agosto ou em setembro, com menos da metade dos homens que partiram.

Parte 3 de 5

2ª viagem · Lisboa → monte Eli · 1502

10 de fevereiro de 1502 · Lisboa

Gama volta ao mar como almirante, à frente de uma armada de guerra de 20 navios. A missão: vingar os portugueses mortos em Calicut em 1500 e dominar o comércio do Índico.

Os Sodré

Parte da armada vai sob o comando de Vicente Sodré, tio de Gama. Ele e o irmão, Brás Sodré, deveriam ficar na Índia depois, patrulhando a costa com seus navios.

Março de 1502 · Cabo Verde

Depois de parar no Cabo Verde para pegar água, a armada se afasta da África e abre a grande volta pelo Atlântico Sul, como na primeira viagem.

Maio de 1502 · perto do Cabo

Perto do Cabo da Boa Esperança, a armada enfrenta o inverno austral: tempestade com chuva, granizo e neve. Os navios se espalham e seguem cada um como pode.

Junho de 1502 · Moçambique

Os navios se reencontram aos poucos na ilha de Moçambique, onde a armada se reabastece antes de seguir para o norte, pela costa da África.

Julho de 1502 · Quíloa

Gama cerca Quíloa com a artilharia e ameaça incendiar a cidade. O sultão se rende e aceita pagar ao rei de Portugal um tributo anual em ouro.

O ouro de Quíloa

Com esse primeiro tributo, o rei D. Manuel mandaria fazer a Custódia de Belém, uma peça de ouro oferecida ao mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Agosto de 1502 · Angediva

Depois de cruzar o oceano Índico, a armada chega à costa da Índia e para na ilha de Angediva para pegar água e lenha e desembarcar os doentes.

Setembro de 1502 · monte Eli

Gama espalha os navios diante do monte Eli, perto de Cananor, para caçar os navios muçulmanos que voltavam do mar Vermelho com mercadorias.

Início de outubro de 1502 · o Miri

Os portugueses capturam o Miri, que trazia centenas de peregrinos de Meca, com mulheres e crianças. Depois de saqueá-lo, Gama manda incendiá-lo com os passageiros a bordo.

O fim do Miri

Os passageiros resistem até o navio afundar. Segundo os cronistas, só cerca de 20 crianças foram poupadas e levadas para Portugal. Continua na parte 4.

Parte 4 de 5

2ª viagem · Calicut → Lisboa · 1502–03

Outubro de 1502 · Cananor

O rei de Cananor recebe Gama com elefantes e muita pompa. Os dois fecham uma aliança, e os portugueses compram especiarias para os navios.

Fim de outubro de 1502 · Calicut

Diante de Calicut, Gama exige reparação pelos portugueses mortos em 1500 e a expulsão dos mercadores muçulmanos. O samorim tenta negociar, mas Gama recusa.

Início de novembro de 1502

Gama manda enforcar prisioneiros nos mastros, cortar os corpos e mandar os pedaços à praia num barco, com uma carta ao samorim.

O bombardeio de Calicut

Em seguida, os canhões dos navios bombardeiam Calicut por dias seguidos. A cidade sofre muito, mas o samorim não se rende aos portugueses.

Novembro de 1502 · Cochim

Em Cochim, rival de Calicut, o rei recebe Gama como aliado. Os portugueses fecham um tratado e enchem os porões de pimenta e outras especiarias.

A frota de Calicut

O samorim reúne uma grande frota, com dezenas de navios e muitos barcos a remo, para destruir os portugueses antes que eles voltem para casa.

Início de 1503 · diante de Calicut

Com a ajuda dos navios de Vicente Sodré, Gama vence a frota de Calicut. Dois grandes navios inimigos são capturados e queimados diante da cidade.

Vicente Sodré fica

Gama parte de Cananor para Portugal. Vicente Sodré fica com alguns navios para proteger Cochim, mas morre meses depois num naufrágio na costa da Arábia.

A volta pelo Índico

Carregados de especiarias, os navios cruzam de novo o oceano Índico e descem a costa da África rumo ao Cabo da Boa Esperança.

Meados de 1503 · o Cabo

Perto do Cabo, uma tempestade separa o navio de Estêvão da Gama, primo do capitão. Ele chegaria a Lisboa poucos dias depois dos outros.

Setembro de 1503 · Lisboa

Gama entra no Tejo com cerca de dez navios cheios de especiarias e é recebido com festa por D. Manuel. Ele só voltaria à Índia 21 anos depois. Continua na parte 5.

Parte 5 de 5

3ª viagem · o vice-rei · 1524

9 de abril de 1524 · Lisboa

Vinte e um anos depois, Gama, agora conde da Vidigueira, volta ao mar. D. João III o nomeou vice-rei da Índia, e ele parte de Lisboa com 14 navios.

A missão do vice-rei

Com ele vão dois filhos, Estêvão e Paulo da Gama. A missão é pôr ordem na Índia portuguesa e substituir o governador D. Duarte de Meneses, acusado de abusos.

Agosto de 1524 · Moçambique

Depois de contornar a África, a armada chega à ilha de Moçambique. Ali o vice-rei se reabastece e conserta uma verga quebrada da sua nau.

Perdas no caminho

A armada perde navios. Um galeão naufraga nos baixios perto de Melinde, e numa caravela os marinheiros matam o capitão e fogem para virar piratas.

Início de setembro de 1524

Perto da costa da Índia, com o mar calmo, os navios começam a sacudir como se batessem em bancos de areia. Era um terremoto no fundo do mar.

Setembro de 1524 · Chaul

Gama ancora em Chaul, a primeira fortaleza portuguesa que encontra na Índia. Ali, como o rei mandou, ele assume oficialmente o título de vice-rei.

Setembro de 1524 · Goa

Goa recebe o novo vice-rei com uma grande festa. Gama traz do rei plenos poderes para fazer justiça e pôr ordem na Índia portuguesa.

Fim de 1524 · Cochim

Depois de passar por Cananor, Gama se instala em Cochim. Ali enfrenta o governador que estava saindo, D. Duarte de Meneses, e corta os abusos dos funcionários.

Dezembro de 1524

Pouco depois, Gama adoece gravemente, com fortes dores no pescoço. Ele faz testamento e pede que os seus ossos sejam levados de volta para Portugal.

24 de dezembro de 1524

Vasco da Gama morre em Cochim, na noite de Natal. Em 1538, os ossos vão para a Vidigueira. Hoje o túmulo dele está no mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Para ler mais

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Fontes e conferência

Cada data foi batida com as fontes abaixo. Quando elas não concordam, a divergência fica registrada aqui.

Parte 1: Lisboa → Calicut · 1497–98

Partida do Restelo em 8 de julho de 1497
confirmado
Quatro navios: São Gabriel, São Rafael, Bérrio e a nau de mantimentos
confirmado
Cerca de 170 homens
confirmadoNúmero aproximado; as fontes falam em cerca de 170.
Bartolomeu Dias acompanha a frota no começo
confirmadoRoteiro: até a Mina; Omodeo: até Cabo Verde.
Nevoeiro separa os navios; reencontro perto do Sal (22 jul.) e escala em Santiago (27 jul.)
confirmado
Saída de Santiago em 3 de agosto e grande volta pelo Atlântico Sul
confirmado
Terra avistada em 4 de novembro; baía de Santa Helena a partir de 8 de novembro
confirmadoDe 3 de agosto a 4 de novembro: mais de três meses sem terra.
Cabo da Boa Esperança dobrado em 22 de novembro de 1497
confirmado
Nau de mantimentos desfeita na baía de São Brás
fontes divergemO Roteiro diz que a nau foi desmontada e a carga repartida; relatos posteriores dizem que foi queimada. O texto diz 'desmonta'.
Natal batizado em 25 de dezembro de 1497
confirmado
Moçambique (2 de março) e Mombaça (7 de abril), com hostilidade
confirmado
Melinde em 14 de abril; o rei arranja um piloto
confirmadoA origem do piloto (guzerate ou árabe) é discutida; o texto não a menciona.
Partida de Melinde em 24 de abril; travessia em menos de um mês
confirmado
Chegada perto de Calicut em 20 de maio de 1498
confirmadoUm site dá 17 de maio para a chegada a Kappakadavu.

Parte 2: Calicut → Lisboa · 1498–99

Partida de Calicut no fim de agosto de 1498, com reféns
confirmado29 de agosto (Wikipédia); o Roteiro registra a partida entre 29 e 30 de agosto.
Escala em Angediva (20 set. a 5 out.)
confirmadoA Wikipédia dá 3 de outubro para a saída.
Travessia do Índico de quase três meses; escorbuto
confirmadoRoteiro: 'três meses menos três dias'; 30 mortos na travessia, e outros tantos antes.
Melinde em 7 de janeiro de 1499
confirmado
São Rafael queimada em janeiro de 1499 (Baixos de São Rafael)
confirmadoRoteiro: 13 de janeiro, por falta de gente para três navios.
Cabo da Boa Esperança em 20 de março de 1499
confirmado
Separação perto de Cabo Verde; Gama vai a Santiago com Paulo doente
confirmado
Nicolau Coelho (Bérrio) chega a Lisboa em julho de 1499
confirmadoWikipédia: 10 de julho.
Paulo da Gama morre na ilha Terceira, nos Açores
confirmado
Vasco da Gama chega a Lisboa em agosto ou setembro de 1499
fontes divergem29 de agosto (Barros), 31 de agosto (About the North), 8 ou 18 de setembro (outros). O texto diz 'fim de agosto ou em setembro'.
Menos da metade dos homens volta
confirmadoNúmeros variam (cerca de 55 sobreviventes, ou 55 mortos com 63 restantes, num relato do apêndice). O texto não dá número.

Parte 3: 2ª viagem · Lisboa → monte Eli · 1502

10 de fevereiro de 1502: Gama parte de Lisboa como almirante com uma armada de 20 navios
confirmadoData: Calcoen e Wikipédia. 20 navios: Barros, Assembleia da República e Wikipédia; Correia conta 10 naus grandes e 5 caravelas na esquadra de Gama, sem as outras.
Objetivo: vingar os portugueses mortos em Calicut em 1500 e dominar o comércio do Índico
confirmadoCastanheda (no Calcoen) e Barros ligam o Miri e Calicut à vingança dos mortos 'do tempo de Pedro Álvares'.
Vicente Sodré, tio de Gama, comanda uma esquadra que deveria ficar na Índia, com o irmão Brás Sodré
confirmado
Escala no Cabo Verde e grande volta pelo Atlântico Sul
confirmadoCalcoen: cabo Verde e, em 5/3, rumo ao alto-mar; Equador em 2/4.
Maio de 1502: tempestade de inverno perto do Cabo (chuva, granizo, neve); navios dispersos
confirmadoCalcoen: 22/5/1502. Wikipédia: tempestades no Cabo em abril–maio dispersam a esquadra.
Junho de 1502: reunião aos poucos na ilha de Moçambique
confirmadoWikipédia (via Correia): por volta de 10/6. Calcoen passa por Sofala em 14/6 e depois Moçambique.
Julho de 1502: Quíloa ameaçada pela artilharia; o sultão aceita tributo anual em ouro
fontes divergemChegada em 12/7 (Barros, Wikipédia); o Calcoen dá 18/7. Valor do tributo: 1.500 meticais (Calcoen, Wikipédia), 500 (Barros) ou 2.000 (San Román). O texto não dá o valor.
Com o primeiro tributo de Quíloa, D. Manuel mandou fazer a Custódia de Belém, oferecida ao mosteiro dos Jerónimos
confirmadoBarros e San Román (notas de Stanley) e a Wikipédia.
Agosto de 1502: chegada à costa da Índia; escala em Angediva para água e doentes
confirmadoCalcoen: avista a Índia em 21/8 e desembarca os doentes em Angediva. Wikipédia: Angediva por volta de 20/8.
Setembro de 1502: a armada espera os navios de Meca diante do monte Eli, perto de Cananor
confirmadoCalcoen: 11/9.
O Miri, com centenas de peregrinos de Meca (mulheres e crianças), é capturado, saqueado e incendiado com os passageiros
fontes divergemDatas: capturado em 29/9 e queimado em 3/10 (Wikipédia) ou explodido em 1/10 (Calcoen). Número: 300 passageiros (Calcoen), mais de 300 (Castanheda), 260 homens (carta de Gama citada por Barros), cerca de 300 mortos (Wikipédia). O texto diz 'centenas' e 'início de outubro'.
Só cerca de 20 crianças foram poupadas e levadas para Portugal
confirmadoBarros: 'vinte e tantas crianças' batizadas; Castanheda: levadas para o mosteiro de Belém. O Calcoen não menciona as crianças.

Parte 4: 2ª viagem · Calicut → Lisboa · 1502–03

Outubro de 1502: o rei de Cananor recebe Gama com elefantes; aliança e compra de especiarias
confirmadoData: 20/10 (Calcoen) ou 18/10 (Wikipédia). A Assembleia da República cita as alianças com Cochim e Cananor.
Fim de outubro de 1502 em Calicut: Gama exige reparação e a expulsão dos muçulmanos; o samorim tenta negociar
fontes divergemChegada: 27/10 (Calcoen), 29/10 (Wikipédia) ou 30/10 (outras fontes). O texto diz 'fim de outubro'.
Prisioneiros enforcados nos mastros; pedaços dos corpos mandados à praia num barco com uma carta
confirmadoWikipédia data o enforcamento de 1/11; o Calcoen fala em três dias de combate.
Bombardeio de Calicut por dias seguidos; o samorim não se rende
confirmadoWikipédia: 1 e 2/11 (cerca de 400 tiros grandes no dia 2).
Novembro de 1502: aliança e tratado com o rei de Cochim; carga de pimenta e especiarias
confirmadoPartida para Cochim: 2/11 (Calcoen) ou 3/11 (Wikipédia).
O samorim reúne uma grande frota com dezenas de navios e barcos a remo
confirmadoCalcoen: 35 navios fora os barcos a remo, com 60 a 70 homens cada.
Início de 1503: com os navios de Vicente Sodré, Gama vence a frota de Calicut; dois grandes navios capturados e queimados
fontes divergemData: 12/2/1503 (Calcoen) ou início de fevereiro (Wikipédia); Barros dá a saída de Cochim em 18/1/1503. O editor do Calcoen e Correia destacam a chegada de Sodré. O texto diz 'início de 1503'.
Gama parte de Cananor; Vicente Sodré fica com navios na Índia e morre num naufrágio na costa da Arábia em 1503
fontes divergemPartida da Índia: 28/12/1502 (Osório) ou fim de fevereiro de 1503 (Wikipédia, Calcoen). Sodré ficou com 6 navios (nota de Stanley) e naufragou nas ilhas Curia Muria em julho ou agosto de 1503.
Volta pelo Índico e pela costa da África
confirmadoEscala em Moçambique segundo o Calcoen e Osório; Correia diz que só parou em Melinde. O texto não cita escala.
Perto do Cabo, uma tempestade separa o navio de Estêvão da Gama, que chega a Lisboa dias depois
confirmadoOsório: chegou seis dias depois de Vasco.
Setembro de 1503: Gama chega a Lisboa com cerca de dez navios carregados e é recebido por D. Manuel
fontes divergemData: 1/9/1503 (Osório, San Román, Wikipédia) ou 10/11 (Barros). Navios: 10 (Correia), 12 (Osório) ou 9 (Barros). O texto diz 'setembro' e 'cerca de dez'.
Só voltaria à Índia 21 anos depois (1524)
confirmado

Parte 5: 3ª viagem · o vice-rei · 1524

9 de abril de 1524: Gama, conde da Vidigueira e vice-rei nomeado por D. João III, parte de Lisboa com 14 navios
confirmadoCastanheda: 14 velas; Barros: 9 naus e 5 caravelas latinas, ambos em 9/4/1524. Uma enciclopédia portuguesa dá 14/4. Barros fala em 3.000 homens (só ele; fora do texto).
Vão com ele os filhos Estêvão e Paulo; missão: pôr ordem e substituir D. Duarte de Meneses
confirmado
Agosto de 1524: escala na ilha de Moçambique; conserto de uma verga da nau de Gama
confirmadoBarros: chegada em 14/8 e conserto da verga; Correia confirma a escala, sem data.
Perdas: galeão naufragado nos baixios de Melinde; tripulação de uma caravela mata o capitão e vira pirata
confirmadoGaleão de D. Fernando de Monroy; caravela de Mossém Gaspar. Barros cita ainda a perda dos navios de Francisco de Brito e de Cristóvão Rosado.
Início de setembro de 1524: terremoto no mar perto da costa da Índia; os navios sacodem como se encalhassem
fontes divergemData: 6/9 (Castanheda, San Román) ou 7/9 (Barros). Duração: cerca de uma hora (Correia) ou um quarto de hora (Barros). A frase atribuída a Gama ('o mar treme de nós') está só em Barros e ficou fora do texto.
Em Chaul, primeira fortaleza que encontra, Gama assume o título de vice-rei, como o rei mandou
confirmadoBarros dá a chegada a Chaul em 5/9, o que contradiz a data do terremoto; o texto diz só 'setembro'.
Setembro de 1524: grande recepção em Goa; plenos poderes de justiça
fontes divergemChegada a Goa: 23/9/1524 (carta da Câmara de Goa) ou 11/9 (Correia, talvez erro de cópia). O texto diz 'setembro'.
Passa por Cananor e se instala em Cochim; enfrenta D. Duarte de Meneses
fontes divergemChegada a Cochim: fim de outubro (Castanheda) ou novembro (Correia). O texto diz 'fim de 1524'.
Dezembro de 1524: adoece gravemente; faz testamento e pede que os ossos voltem a Portugal
fontes divergemCorreia descreve dores fortes no pescoço e abscessos na nuca; a Wikipédia fala em malária. O texto não dá a causa.
Morre em Cochim na noite de 24 de dezembro de 1524
confirmadoCorreia: às 3 da madrugada, na noite de Natal. Castanheda, Barros e San Román concordam.
1538: ossos levados para a Vidigueira; hoje o túmulo está nos Jerónimos
confirmado1538: José Manuel Garcia (DN) e nota de Stanley; outra fonte dá 1539. Jerónimos: trasladação em 1880 (com ossos trocados por engano) e correção em 1898, segundo o DN; o texto não dá a data.