século I a.C. – 1295 · Egito, Mar Vermelho, Arábia, Mar da Arábia
A Rota da Seda marítima (século I – século XIV)
Esta história ainda não tem o texto completo. Por enquanto, cada trecho é uma etapa do vídeo.
Parte 1 de 5
1ª parte · Roma e a Índia
Século I · Myos Hormos
No começo do Império Romano, o Egito é de Roma. Do porto de Myos Hormos, no mar Vermelho, saem cerca de 120 navios por ano para a Índia, segundo o geógrafo Estrabão.
Myos Hormos · o deserto
As mercadorias vinham do Nilo em caravanas de camelos. Segundo Plínio, de Coptos a Berenice eram 12 dias de marcha, quase sempre à noite, por causa do calor.
Berenice
Berenice, mais ao sul, é o outro grande porto romano do mar Vermelho. Dali os navios descem rumo ao oceano.
Julho · a partida
Os navios para a Índia partem em julho, diz o Périplo do Mar Eritreu, um guia escrito em grego por um mercador do século I. Plínio fala em partir no meio do verão.
Muza e Ocelis
Na saída do mar Vermelho ficam Muza, um mercado de mirra, e Ocelis, no estreito. Segundo o Périplo, Ocelis era mais um ancoradouro para pegar água do que um mercado.
Arábia Feliz
Logo depois vem a Arábia Feliz, na região da atual Áden. Antes de os navios irem direto à Índia, ali se encontravam as cargas do Egito e da Índia.
Cana · o incenso
Em Cana, na costa do atual Iêmen, o incenso chegava em lombo de camelo. Dali, os navios se lançavam ao mar aberto.
O Oceano · a monção
O vento de sudoeste da monção leva os navios direto pelo oceano. O Périplo diz que o primeiro a traçar essa rota foi o piloto Hípalo. Plínio fala em 40 dias de viagem.
Muziris
Em Muziris, na costa do atual estado de Kerala, os romanos pagavam com muitas moedas. Levavam pimenta, pérolas, marfim e seda.
Muziris · a volta
Os navios voltavam a partir de dezembro. Plínio reclamava que a Índia levava, todo ano, pelo menos 50 milhões de sestércios do Império.
Parte 2 de 5
2ª parte · a China Han e o reino de Funan
Séculos I–III · Arikamedu
Na costa leste da Índia, perto da atual Puducherry, fica Arikamedu, provavelmente a Poduke do Périplo. Ali, arqueólogos acharam ânforas e cerâmica romanas.
Arikamedu · para o leste
As mercadorias de Roma não paravam na Índia. Dali, o comércio seguia para o leste, cruzando o golfo de Bengala rumo ao Sudeste Asiático.
O Quersoneso de Ouro
Os gregos chamavam a península Malaia de Quersoneso de Ouro. No século II, o geógrafo Ptolomeu a pôs no seu mapa do mundo.
Óc Eo · Funan
Óc Eo, no delta do Mekong, era um grande porto do reino de Funan, no atual sul do Vietnã. Canais o ligavam a outras cidades do reino.
Óc Eo · as medalhas
Nas escavações de Louis Malleret, nos anos 1940, apareceram peças de ouro romanas do século II, uma delas com o imperador Antonino Pio.
Funan · os enviados
No século III, dois enviados chineses, Kang Tai e Zhu Ying, visitaram Funan. Seus relatos se perderam, mas trechos sobreviveram nas histórias oficiais da China.
166 · Rinan
Em 166, segundo a crônica dos Han, chega pela fronteira de Rinan, no atual Vietnã, uma embaixada de 'Andun', rei de Daqin. Seria Marco Aurélio, imperador de Roma.
Rinan · os presentes
Os enviados trouxeram marfim, chifre de rinoceronte e casco de tartaruga, produtos do Sudeste Asiático. Talvez fossem só mercadores. Nenhum texto romano fala da viagem.
Hepu
Do porto de Hepu, no sul da China, partiam os navios dos Han rumo ao oeste. Nos túmulos da cidade, apareceram dezenas de milhares de contas de vidro e pedra do sul da Ásia.
Parte 3 de 5
3ª parte · Srivijaya e os monges peregrinos
671 · Cantão
No fim de 671, o monge chinês Yijing embarca em Cantão num navio persa. Quer chegar à Índia, a terra do Buda, para estudar e trazer textos budistas.
Cantão · Faxian
Ele não era o primeiro. Em 412, o monge Faxian voltou da Índia por mar, passou por duas tempestades e foi parar em Shandong, longe do porto que queria.
Mar do Sul da China
Com os ventos de inverno, a travessia até Sumatra é rápida: cerca de 20 dias, segundo Yijing.
Srivijaya
Yijing chega a Srivijaya, um reino com centro perto da atual Palembang que, nas décadas seguintes, passaria a controlar o comércio do estreito de Malaca.
Srivijaya · o sânscrito
Fica seis meses estudando gramática sânscrita. Conta que a cidade tinha mais de mil monges budistas e aconselha os chineses a estudar ali antes de ir à Índia.
Malayu
Depois vai a Malayu, perto da atual Jambi, outro reino de Sumatra. Quando Yijing voltou, anos depois, Malayu já fazia parte de Srivijaya.
Estreito de Malaca
Pelo estreito de Malaca passa o caminho mais curto entre a Índia e a China. Por isso, quem controla o estreito cobra de quase todos os navios.
Kedah
Em Kedah, na península Malaia, ele embarca de novo, agora rumo ao golfo de Bengala.
O 'reino dos nus'
No caminho passa pelo que chama de 'reino dos nus', provavelmente as ilhas Nicobar.
673 · Tamralipti
Em 673, chega a Tamralipti, um porto perto da foz do Ganges. Dali seguiria por terra até Nalanda, o grande mosteiro da Índia, onde estudou cerca de dez anos.
A volta
Na volta, morou anos em Srivijaya, copiando e traduzindo textos. Em 695, chegou a Luoyang, na China, com cerca de 400 textos budistas.
Parte 4 de 5
4ª parte · os dhows árabes e persas
Século IX · Siraf
No século IX, o porto de Siraf, no golfo Pérsico, é o centro do comércio com a China. Ali se juntam as cargas do Iraque, da Pérsia e da Arábia.
Siraf · os dhows
Os navios são dhows feitos de tábuas costuradas com corda de fibra de coco, sem pregos. Atravessam o oceano seguindo os ventos da monção.
Mascate
Em Mascate, na costa de Omã, os navios pegam água. É a última parada antes do mar aberto rumo à Índia.
Quilon
Em Quilon, no sul da Índia, os navios se abastecem e seguem viagem, contornando o Ceilão, a atual Sri Lanka.
Kalah
Do outro lado do golfo de Bengala fica Kalah, um porto da península Malaia, provavelmente perto da atual Kedah.
Estreito de Malaca
O estreito de Malaca é controlado por Srivijaya, o reino de Sumatra que cobrava dos navios que passavam entre a Índia e a China.
Champa
Depois do estreito, os dhows sobem a costa do atual Vietnã, terra do reino de Champa, e entram no mar do Sul da China.
Cantão
Em Cantão, que os árabes chamam de Khanfu, vivem milhares de mercadores estrangeiros. Em 851, o mercador Sulaiman, de Siraf, descreve a porcelana e o chá dos chineses.
Cantão · a carga
Na volta, os navios levam seda e, sobretudo, cerâmica chinesa, muito procurada no mundo islâmico.
Belitung · o naufrágio
Por volta de 830, um desses dhows bate num recife perto da ilha de Belitung, na Indonésia. Levava mais de 60 mil peças de cerâmica. Pescadores o acharam em 1998.
878 · o fim de uma era
Em 878, o rebelde Huang Chao toma Cantão e mata milhares de estrangeiros: 120 mil, segundo Abu Zayd, de Siraf. O comércio direto com a China entra em crise.
Parte 5 de 5
5ª parte · Quanzhou e a volta de Marco Polo
Fim do século XIII · Zaitun
Quanzhou, que os estrangeiros chamam de Zaitun, é um dos maiores portos do mundo. Marco Polo diz que, para cada navio de pimenta que ia a Alexandria, cem iam para lá.
Zaitun · a missão
O imperador mongol Kublai Khan encarrega os Polo de levar a princesa Kököchin até a Pérsia, para se casar com o cã Arghun.
A frota
Por volta de 1291, partem 13 ou 14 grandes navios de quatro mastros, conforme a versão do livro. Polo fala em 600 pessoas, sem contar os marinheiros.
Java Menor
Depois de cerca de três meses, a frota chega a uma ilha que Polo chama de Java Menor, a atual Sumatra.
Sumatra · a espera
Ali todos esperam cinco meses pela mudança da monção, antes de cruzar o golfo de Bengala.
Ceilão
A frota passa pelo Ceilão, a atual Sri Lanka, e segue pela costa da Índia, parando em vários portos.
Maabar · as pérolas
No sudeste da Índia, que Polo chama de Maabar, ele descreve os mergulhadores que tiram pérolas do fundo do mar, entre a Índia e o Ceilão.
As mortes
Muitos morrem pelo caminho. Numa versão do livro, das 600 pessoas só 8 chegam vivas; outra versão diz 18. A princesa sobrevive.
c. 1293 · Ormuz
Por volta de 1293, a frota chega a Ormuz. Arghun já tinha morrido, e a princesa se casa com o filho dele, Ghazan.
Epílogo
Os Polo voltam a Veneza em 1295. Pouco mais de um século depois, as frotas de Zheng He fariam o mesmo caminho até Ormuz.
Fontes e conferência
Cada data foi batida com as fontes abaixo. Quando elas não concordam, a divergência fica registrada aqui.
Parte 1: 1ª parte · Roma e a Índia
- Geografia 2.5.12 (os 120 navios de Myos Hormos)Estrabão (c. 20 d.C.), LacusCurtius
- Roman trade with IndiaNew World Encyclopedia
- The Roman state and Red Sea trade revenueMOM Éditions (OpenEdition Books)
- Périplo do Mar Eritreu (século I), §§ 1, 14, 21–28, 53–57 (trad. W. Schoff)Internet Ancient History Sourcebook, Fordham University
- História Natural 6.96–106 (a viagem à Índia)Plínio, o Velho (77 d.C.), Internet Ancient History Sourcebook, Fordham University
- HippalusWikipedia (en)
- Indo-Roman trade relationsWikipedia (en)
- MuzirisWikipedia (en)
- Myos HormosWikipedia (en)
- Cerca de 120 navios por ano saíam de Myos Hormos para a Índia (Estrabão, época de Élio Galo)
- confirmadoEstrabão viu isso em c. 26–24 a.C., no começo do Império; o texto diz 'no começo do Império Romano'.
- Caravanas de camelos de Coptos a Berenice, 12 dias, viagem à noite por causa do calor
- confirmado
- Berenice, porto romano no mar Vermelho
- confirmado
- Partida para a Índia em julho (Periplo) / no meio do verão (Plínio)
- confirmado
- Périplo: guia em grego de um mercador do século I
- confirmado
- Muza, mercado de mirra; Ocelis, ancoradouro e aguada, não mercado
- confirmado
- Arábia Feliz (Áden) era o ponto de encontro das cargas antes da navegação direta
- confirmadoA identificação com Áden é moderna; o Périplo não usa o nome.
- Cana, porto do incenso trazido por camelos
- confirmado
- Hípalo, primeiro a traçar a rota direta; 40 dias até a Índia com o vento Hípalo
- fontes divergemPlínio liga o nome ao vento; o Périplo, ao piloto. A primazia de Hípalo é discutida. Os 40 dias são de Ocelis à costa da Índia.
- Muziris: romanos pagavam com muitas moedas; exportava pimenta, pérolas, marfim, seda
- confirmado
- Volta em dezembro (mês de Tybi)
- confirmado
- Pelo menos 50 milhões de sestércios por ano para a Índia (Plínio)
- confirmado
Parte 2: 2ª parte · a China Han e o reino de Funan
- Estudo arqueológico da rota marítima dos Han a partir de Hepu e Xuwen (resumo em inglês)Biblioteca de Beihai
- Hepu and the Maritime Silk Road (palestra de Francis Allard)Tang Center for Early China, Columbia University
- Global Romans 6: Fake Roman coins from the Mekong DeltaMiko Flohr (Universidade de Leiden)
- The 166 Roman Envoy Mission to ChinaHistory is Now Magazine
- China and the Roman Orient (1885), com a tradução do Hou HanshuFriedrich Hirth
- Presence of Romans in China according to Chinese chroniclesIMPERIUM ROMANUM
- Arikamedu: Puducherry's Roman RelicLive History India
- Arikamedu (reavaliação das escavações de Wheeler e Casal), resumoPenn DS Archaeobib
- One of Ptolemy's Greatest Errors (mapa ptolomaico do Sudeste Asiático)Barry Lawrence Ruderman Antique Maps
- Maritime Asia in the Third Century CEArcGIS StoryMaps
- A Study on the Antiquities in the Mekong Delta (Nghiên cứu và Phát triển)Vietnam Journals Online
- Golden ChersoneseWikipedia (en)
- FunanWikipedia (en)
- Óc EoWikipedia (en)
- How a British Archaeologist's Discovery of an Ancient Port Site Helped Bridge Gaps in South India's HistoryThe Wire
- Arikamedu, perto de Puducherry, provavelmente a Poduke; ânforas e cerâmica romanas
- confirmadoA cronologia de Wheeler foi revista; o texto não dá datas.
- Ptolomeu (século II) chama a península Malaia de Quersoneso de Ouro
- confirmado
- Óc Eo, porto de Funan no delta do Mekong, ligado por canais
- confirmado
- Peças de ouro romanas do século II, uma com Antonino Pio, nas escavações de Malleret (anos 1940)
- fontes divergemSe eram moedas, medalhas ou imitações locais é discutido; o texto diz 'peças de ouro'.
- Kang Tai e Zhu Ying visitam Funan no século III; relatos perdidos, trechos em histórias posteriores
- confirmadoA data exata da missão é incerta.
- Embaixada de Andun, rei de Daqin, pela fronteira de Rinan em 166 (Hou Hanshu)
- confirmadoA identificação com Marco Aurélio é a mais aceita; o texto diz 'seria'.
- Presentes: marfim, chifre de rinoceronte, casco de tartaruga; talvez mercadores; nenhum texto romano
- confirmado
- Hepu, porto de partida da rota dos Han; túmulos com dezenas de milhares de contas de vidro e pedra
- confirmado
Parte 3: 3ª parte · Srivijaya e os monges peregrinos
- I-tsingBanglapedia (Asiatic Society of Bangladesh)
- Srivijaya empireEncyclopaedia Britannica
- Estudo com o texto de Yijing sobre a partida de Cantão em 671Cambridge University Press (Cambridge Core)
- Faxian (Research Starters)EBSCO
- Hyecho's Journey: Southeast AsiaUniversity of Michigan
- Memoirs of the Research Department of the Toyo Bunko 30 (estudo sobre Yijing e Srivijaya)Toyo Bunko
- Journey to the West: Dusty Roads, Stormy Seas and Transcendence (BiblioAsia)National Library Board, Singapura
- I Ching (monk)New World Encyclopedia
- Centuries ago Srivijaya was where Chinese monks learned Sanskrit before IndiaSeasia
- The Phanom Surin Shipwreck... e o comércio marítimo (inclui Yijing e o navio persa)John Guy, Smithsonian (Freer|Sackler)
- SrivijayaWikipedia (en)
- Yijing (monk)Wikipedia (en)
- Yijing parte de Cantão em 671 num navio persa rumo à Índia
- confirmadoMês: novembro, segundo uma fonte; o texto diz 'no fim de 671'.
- Faxian volta por mar, duas tempestades, desembarca em Laoshan (Shandong) em 412
- fontes divergem412 para o desembarque; algumas fontes dão 413 ou 414 para a chegada à capital. O texto diz 412 e 'Shandong'.
- Cerca de 20 dias de Cantão a Srivijaya
- fontes divergem20 ou 22 dias, conforme a fonte; o texto diz 'cerca de 20'.
- Srivijaya, centro perto de Palembang; depois controla o estreito de Malaca
- fontes divergemHá quem identifique o 'Foshi' de Yijing com outro lugar; o texto segue a leitura mais aceita.
- Seis meses estudando gramática sânscrita; mais de mil monges; recomenda estudar ali antes da Índia
- confirmado
- Malayu (Jambi), depois anexado por Srivijaya
- confirmado
- Estreito de Malaca, caminho mais curto entre Índia e China; quem o controlava cobrava dos navios
- confirmado
- Kedah, embarque para a Índia
- confirmado
- 'Reino dos nus' = provavelmente as Nicobar
- confirmado
- Chegada a Tamralipti em 673; Nalanda cerca de dez anos
- fontes divergemNalanda: 675–685 na maioria das fontes; a Wikipédia diz 11 anos. O texto diz 'cerca de dez anos'.
- Volta: anos em Srivijaya; Luoyang em 695 com cerca de 400 textos
- confirmado
Parte 4: 4ª parte · os dhows árabes e persas
- Tang Shipwreck (galeria)Asian Civilisations Museum, National Heritage Board, Singapura
- Accounts of China and India / Akhbar al-Sin wa'l-Hind (851 e c. 916), Sulaiman e Abu Zayd al-SirafiLibrary of Arabic Literature (trad. Tim Mackintosh-Smith), NYU Press
- Srivijaya empireEncyclopaedia Britannica
- Sunken Treasure: A Ninth Century ShipwreckRoots.sg, National Heritage Board, Singapura
- Shipwrecked: Tang Treasures and Monsoon Winds (catálogo da exposição)Smithsonian, National Museum of Asian Art
- The Phanom Surin Shipwreck... e o comércio marítimo (inclui Yijing e o navio persa)John Guy, Smithsonian (Freer|Sackler)
- Siraf: a Sasanian port (Antiquity) e relatórios das escavaçõesCambridge University Press / Khakzad (2015)
- Rotas marítimas de Siraf à China segundo Abu Zayd al-SirafiUniversidade de Teerã (journals.ut.ac.ir)
- Abu Zayd al-SirafiWikipedia (en)
- Guangzhou massacreWikipedia (en)
- SrivijayaWikipedia (en)
- Sulaiman al-TajirWikipedia (en)
- Siraf, centro do comércio com a China no século IX, reunindo cargas do Iraque, Pérsia e Arábia
- confirmado
- Dhows de tábuas costuradas com corda de fibra de coco, sem pregos
- confirmado
- Mascate, última aguada antes da travessia; Quilon, no sul da Índia
- confirmadoOrdem das escalas segundo o Akhbar al-Sin wa'l-Hind; o texto não dá os dias de viagem.
- Kalah, porto da península Malaia, provavelmente perto de Kedah
- fontes divergemA localização de Kalah é discutida (Kedah, Kra, Klang); o texto diz 'provavelmente'.
- Srivijaya controlava o estreito de Malaca e cobrava do comércio de passagem
- confirmado
- Costa de Champa (Vietnã)
- confirmado
- Khanfu = Cantão, com milhares de estrangeiros; Sulaiman (851) descreve porcelana e chá
- confirmado
- Cerâmica chinesa como carga principal da volta
- confirmado
- Naufrágio de Belitung c. 830; mais de 60 mil peças; achado por pescadores em 1998
- fontes divergemData: uma tigela tem a data de 826; o naufrágio é c. 826–830. Peças: 55 mil a 70 mil, conforme a fonte; o texto diz 'mais de 60 mil'.
- Huang Chao toma Cantão em 878–879; 120 mil estrangeiros mortos segundo Abu Zayd
- fontes divergemAno 878 ou 879; al-Mas'udi dá 200 mil; os números são vistos como exagerados. O texto atribui o número a Abu Zayd.
- Crise do comércio direto com a China depois de 878
- confirmado
Parte 5: 5ª parte · Quanzhou e a volta de Marco Polo
- Zheng HeEncyclopaedia Britannica
- Marco Polo (aula ilustrada sobre a viagem de volta)INCOIS, Ministério das Ciências da Terra, Índia
- KököchinWikipedia (en)
- Zheng He (as viagens 4 a 7 chegam a Ormuz)Wikipedia (en)
- The Book of Ser Marco Polo, vol. 1 (Prólogo, cap. 18, e notas de Yule e Cordier)Marco Polo, trad. Henry Yule (3ª ed., 1903), Project Gutenberg
- The Book of Ser Marco Polo, vol. 2 (Zaitun, Java Menor, Maabar)Marco Polo, trad. Henry Yule (3ª ed., 1903), Project Gutenberg
- Zaitun (Quanzhou), um dos dois maiores portos do mundo; para cada navio de pimenta a Alexandria, cem a Zaitun
- confirmado
- Kublai encarrega os Polo de levar Kököchin para casar com Arghun
- confirmado
- Partida c. 1291 com 13 ou 14 navios de quatro mastros; 600 pessoas sem os marinheiros
- fontes divergemAno: 1291 ou início de 1292 (Yule); navios: 13 (texto francês de Yule) ou 14 (outras versões). O texto dá as duas contagens.
- Cerca de três meses até Java Menor (Sumatra)
- confirmado
- Cinco meses em Sumatra esperando a monção
- confirmado
- Ceilão e portos da costa da Índia
- confirmadoYule supõe escalas no Ceilão, em Kayal e em Thana; o texto não as nomeia.
- Polo descreve a pesca de pérolas em Maabar, entre a Índia e o Ceilão
- confirmado
- Das 600 pessoas só 8 sobrevivem (texto francês) ou 18 (G.T.)
- fontes divergemRamusio diz que morreram 600 e que só um dos três embaixadores sobreviveu. O texto dá 8 e 18.
- Chegada a Ormuz c. 1293; Arghun morto; Kököchin casa com Ghazan
- fontes divergemYule estima Ormuz entre o fim de 1293 e o começo de 1294; o texto diz 'por volta de 1293'.
- Volta a Veneza em 1295; Zheng He em Ormuz no século XV
- confirmado