326 a.C. – 324 a.C. · Paquistão, Irã, mar da Arábia, golfo Pérsico
Nearco, o almirante de Alexandre
Esta história ainda não tem o texto completo. Por enquanto, cada trecho é uma etapa do vídeo.
Parte 1 de 2
1ª parte · do Indo à costa dos Ictiófagos
326 a.C. · o Hidaspes
No rio Hidaspes, no atual Paquistão, Alexandre, o Grande, manda construir uma frota e põe no comando seu amigo de infância, o cretense Nearco.
A descida do Indo
De novembro de 326 a julho de 325 a.C., a frota desce os rios até o delta do Indo, enquanto o exército luta pelas margens.
O plano
Alexandre volta para a Pérsia por terra, pelo deserto da Gedrósia. Nearco deve seguir pelo mar, explorando a costa até o golfo Pérsico.
Setembro de 325 a.C.
Em setembro de 325 a.C., antes de os ventos estarem de todo favoráveis, Nearco parte para o oceano. Ataques dos moradores o obrigam a sair cedo.
24 dias
O vento da monção volta a soprar, e a frota fica presa 24 dias num porto protegido por um muro de pedra. A comida acaba; comem mariscos e bebem água salobra.
A costa dos oritas
Seguindo a costa, a frota acha um depósito de comida para dez dias, deixado pelo exército de Alexandre.
Os Ictiófagos
Entram na terra dos Ictiófagos, os 'comedores de peixe'. Segundo Nearco, eles fazem pão de peixe seco e casas com ossos de baleia.
Fome
A costa é deserta, e os homens passam fome. Na ilha de Astola, até a carne de carneiro tinha gosto de peixe, contou Nearco.
Um piloto
Perto da atual Gwadar, um piloto da Gedrósia passa a guiar a frota pela costa.
As baleias
Uma manhã, jatos de água sobem do mar à frente: são baleias. Os marinheiros se apavoram; Nearco manda tocar as trombetas e remar contra elas, e elas mergulham.
Parte 2 de 2
2ª parte · o golfo Pérsico e Susa
Fim de 325 a.C.
Depois das baleias, a frota de Nearco segue a costa do atual Irã. Os homens tomam uma aldeia e levam a comida que havia.
Onesícrito
Perto do estreito de Ormuz, o piloto Onesícrito quer atravessar até a península de Omã. Nearco recusa: não quer arriscar a frota em mares novos.
Harmozeia
A frota entra no rio Anâmis, perto de Harmozeia, a atual Minab. Ali, os gregos descobrem que o exército de Alexandre está a poucos dias, terra adentro.
O reencontro
Nearco vai encontrar o rei. Alexandre tinha perdido muita gente no deserto e achava que a frota também estava perdida. O reencontro é de alegria.
A missão continua
Alexandre manda Nearco terminar a viagem: seguir pelo golfo Pérsico até a foz do Tigre e depois encontrá-lo em Susa.
O golfo Pérsico
A frota segue a costa da Carmânia e da Pérsida, de ilha em ilha, agora em águas mais conhecidas e com comida mais fácil.
A Susiana
No começo de 324 a.C., a frota chega ao rio que separava a Pérsida da Susiana e depois à foz do Tigre.
Susa
Em Susa, Nearco e Onesícrito recebem coroas de ouro de Alexandre. A rota marítima entre a Índia e a Mesopotâmia estava aberta para os gregos.
Depois
Alexandre planejava mandar Nearco contornar a Arábia. A morte do rei na Babilônia, em 323 a.C., cancelou a viagem. O relato de Nearco chegou até nós pela 'Índica', de Arriano.
Fontes e conferência
Cada data foi batida com as fontes abaixo. Quando elas não concordam, a divergência fica registrada aqui.
Parte 1: 1ª parte · do Indo à costa dos Ictiófagos
- Arrian on Nearchus' voyage home (Índica, trad. Robson)Livius.org
- Sea-monsters at sunrise (Classical Quarterly), sobre Arriano, Índica 30Cambridge University Press
- Nearchus (Encyclopaedia Britannica, 8ª ed., 1860)Encyclopaedia Britannica
- When Ancient Greeks Encountered the Whales of the Indian OceanGreek Reporter
- Ichthyophagians: Nearchos and Agatharchides on fish-eaters around the Arabian SeaPhilip Harland (York University)
- NearchusJona Lendering, Livius.org
- Nearchus (Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, ed. W. Smith)Perseus / Tufts University
- Indica (Arrian)Wikipedia (en)
- NearchusWikipedia (en)
- Frota construída no Hidaspes (326 a.C.), Nearco no comando; amigo de infância, cretense
- confirmado
- Descida dos rios de novembro de 326 a julho de 325 a.C.
- confirmado
- Alexandre pelo deserto da Gedrósia; Nearco pelo mar até o golfo Pérsico
- confirmado
- Partida em setembro de 325 a.C., cedo por causa de ataques
- fontes divergemLivius: 15 de setembro; Smith: 21 de setembro; EB 1860: 'fim de setembro'. O texto diz 'setembro'.
- 24 dias presos pela monção; muro de pedra; mariscos e água salobra
- confirmado
- Depósito de comida para dez dias deixado pelo exército
- confirmadoA Wikipédia cita o depósito sem a quantidade; os 'dez dias' vêm de Livius (Arriano).
- Ictiófagos: pão de peixe seco, casas de ossos de baleia
- confirmado
- Fome; em Astola até o carneiro tinha gosto de peixe
- confirmado
- Piloto gedrósio perto de Gwadar
- confirmado
- Baleias espantadas com trombetas e remos (Índica 30)
- confirmadoA ordem de remar contra as baleias está em Arriano; resumida aqui.
Parte 2: 2ª parte · o golfo Pérsico e Susa
- Arrian on Nearchus' voyage home (Índica, trad. Robson)Livius.org
- NearchusJona Lendering, Livius.org
- Nearchus (Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, ed. W. Smith)Perseus / Tufts University
- Indica (Arrian)Wikipedia (en)
- NearchusWikipedia (en)
- OnesicritusWikipedia (en)
- Tomada de uma aldeia e de sua comida (perto de Chabahar)
- confirmado
- Onesícrito quer ir a Omã; Nearco recusa
- confirmado
- Rio Anâmis, Harmozeia (Minab); exército de Alexandre perto
- confirmado
- Reencontro; cada um achava o outro perdido
- confirmado
- Alexandre manda seguir até a foz do Tigre e Susa
- confirmado
- Costa da Carmânia e da Pérsida
- confirmado
- Início de 324 a.C.: fronteira Pérsida–Susiana e foz do Tigre
- confirmado
- Coroas de ouro em Susa para Nearco e Onesícrito
- confirmado
- Plano de contornar a Arábia cancelado pela morte de Alexandre (323 a.C.); relato na Índica de Arriano
- confirmado