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Histórias da Navegação · @historias.da.navegacao

A Rota da Seda marítima (século I – século XIV)

Período
século I a.C. – 1295
Onde
Egito, Mar Vermelho, Arábia, Mar da Arábia, Índia, Golfo de Bengala, Península Malaia, Funan, Vietnã, China, Mar do Sul da China, Sumatra, Estreito de Malaca, Golfo Pérsico, Omã, Indonésia, Ceilão, Pérsia
Quem
Estrabão, Plínio, o Velho, Hípalo, Antonino Pio, Marco Aurélio, Kang Tai, Zhu Ying, Louis Malleret, Yijing, Faxian, Sulaiman, o Mercador, Abu Zayd al-Sirafi, Huang Chao, Marco Polo, Kublai Khan, Kököchin, Arghun, Ghazan

Parte 1: 1ª parte · Roma e a Índia

  1. Século I · Myos HormosNo começo do Império Romano, o Egito é de Roma. Do porto de Myos Hormos, no mar Vermelho, saem cerca de 120 navios por ano para a Índia, segundo o geógrafo Estrabão.
  2. Myos Hormos · o desertoAs mercadorias vinham do Nilo em caravanas de camelos. Segundo Plínio, de Coptos a Berenice eram 12 dias de marcha, quase sempre à noite, por causa do calor.
  3. BereniceBerenice, mais ao sul, é o outro grande porto romano do mar Vermelho. Dali os navios descem rumo ao oceano.
  4. Julho · a partidaOs navios para a Índia partem em julho, diz o Périplo do Mar Eritreu, um guia escrito em grego por um mercador do século I. Plínio fala em partir no meio do verão.
  5. Muza e OcelisNa saída do mar Vermelho ficam Muza, um mercado de mirra, e Ocelis, no estreito. Segundo o Périplo, Ocelis era mais um ancoradouro para pegar água do que um mercado.
  6. Arábia FelizLogo depois vem a Arábia Feliz, na região da atual Áden. Antes de os navios irem direto à Índia, ali se encontravam as cargas do Egito e da Índia.
  7. Cana · o incensoEm Cana, na costa do atual Iêmen, o incenso chegava em lombo de camelo. Dali, os navios se lançavam ao mar aberto.
  8. O Oceano · a monçãoO vento de sudoeste da monção leva os navios direto pelo oceano. O Périplo diz que o primeiro a traçar essa rota foi o piloto Hípalo. Plínio fala em 40 dias de viagem.
  9. MuzirisEm Muziris, na costa do atual estado de Kerala, os romanos pagavam com muitas moedas. Levavam pimenta, pérolas, marfim e seda.
  10. Muziris · a voltaOs navios voltavam a partir de dezembro. Plínio reclamava que a Índia levava, todo ano, pelo menos 50 milhões de sestércios do Império.

Parte 2: 2ª parte · a China Han e o reino de Funan

  1. Séculos I–III · ArikameduNa costa leste da Índia, perto da atual Puducherry, fica Arikamedu, provavelmente a Poduke do Périplo. Ali, arqueólogos acharam ânforas e cerâmica romanas.
  2. Arikamedu · para o lesteAs mercadorias de Roma não paravam na Índia. Dali, o comércio seguia para o leste, cruzando o golfo de Bengala rumo ao Sudeste Asiático.
  3. O Quersoneso de OuroOs gregos chamavam a península Malaia de Quersoneso de Ouro. No século II, o geógrafo Ptolomeu a pôs no seu mapa do mundo.
  4. Óc Eo · FunanÓc Eo, no delta do Mekong, era um grande porto do reino de Funan, no atual sul do Vietnã. Canais o ligavam a outras cidades do reino.
  5. Óc Eo · as medalhasNas escavações de Louis Malleret, nos anos 1940, apareceram peças de ouro romanas do século II, uma delas com o imperador Antonino Pio.
  6. Funan · os enviadosNo século III, dois enviados chineses, Kang Tai e Zhu Ying, visitaram Funan. Seus relatos se perderam, mas trechos sobreviveram nas histórias oficiais da China.
  7. 166 · RinanEm 166, segundo a crônica dos Han, chega pela fronteira de Rinan, no atual Vietnã, uma embaixada de 'Andun', rei de Daqin. Seria Marco Aurélio, imperador de Roma.
  8. Rinan · os presentesOs enviados trouxeram marfim, chifre de rinoceronte e casco de tartaruga, produtos do Sudeste Asiático. Talvez fossem só mercadores. Nenhum texto romano fala da viagem.
  9. HepuDo porto de Hepu, no sul da China, partiam os navios dos Han rumo ao oeste. Nos túmulos da cidade, apareceram dezenas de milhares de contas de vidro e pedra do sul da Ásia.

Parte 3: 3ª parte · Srivijaya e os monges peregrinos

  1. 671 · CantãoNo fim de 671, o monge chinês Yijing embarca em Cantão num navio persa. Quer chegar à Índia, a terra do Buda, para estudar e trazer textos budistas.
  2. Cantão · FaxianEle não era o primeiro. Em 412, o monge Faxian voltou da Índia por mar, passou por duas tempestades e foi parar em Shandong, longe do porto que queria.
  3. Mar do Sul da ChinaCom os ventos de inverno, a travessia até Sumatra é rápida: cerca de 20 dias, segundo Yijing.
  4. SrivijayaYijing chega a Srivijaya, um reino com centro perto da atual Palembang que, nas décadas seguintes, passaria a controlar o comércio do estreito de Malaca.
  5. Srivijaya · o sânscritoFica seis meses estudando gramática sânscrita. Conta que a cidade tinha mais de mil monges budistas e aconselha os chineses a estudar ali antes de ir à Índia.
  6. MalayuDepois vai a Malayu, perto da atual Jambi, outro reino de Sumatra. Quando Yijing voltou, anos depois, Malayu já fazia parte de Srivijaya.
  7. Estreito de MalacaPelo estreito de Malaca passa o caminho mais curto entre a Índia e a China. Por isso, quem controla o estreito cobra de quase todos os navios.
  8. KedahEm Kedah, na península Malaia, ele embarca de novo, agora rumo ao golfo de Bengala.
  9. O 'reino dos nus'No caminho passa pelo que chama de 'reino dos nus', provavelmente as ilhas Nicobar.
  10. 673 · TamraliptiEm 673, chega a Tamralipti, um porto perto da foz do Ganges. Dali seguiria por terra até Nalanda, o grande mosteiro da Índia, onde estudou cerca de dez anos.
  11. A voltaNa volta, morou anos em Srivijaya, copiando e traduzindo textos. Em 695, chegou a Luoyang, na China, com cerca de 400 textos budistas.

Parte 4: 4ª parte · os dhows árabes e persas

  1. Século IX · SirafNo século IX, o porto de Siraf, no golfo Pérsico, é o centro do comércio com a China. Ali se juntam as cargas do Iraque, da Pérsia e da Arábia.
  2. Siraf · os dhowsOs navios são dhows feitos de tábuas costuradas com corda de fibra de coco, sem pregos. Atravessam o oceano seguindo os ventos da monção.
  3. MascateEm Mascate, na costa de Omã, os navios pegam água. É a última parada antes do mar aberto rumo à Índia.
  4. QuilonEm Quilon, no sul da Índia, os navios se abastecem e seguem viagem, contornando o Ceilão, a atual Sri Lanka.
  5. KalahDo outro lado do golfo de Bengala fica Kalah, um porto da península Malaia, provavelmente perto da atual Kedah.
  6. Estreito de MalacaO estreito de Malaca é controlado por Srivijaya, o reino de Sumatra que cobrava dos navios que passavam entre a Índia e a China.
  7. ChampaDepois do estreito, os dhows sobem a costa do atual Vietnã, terra do reino de Champa, e entram no mar do Sul da China.
  8. CantãoEm Cantão, que os árabes chamam de Khanfu, vivem milhares de mercadores estrangeiros. Em 851, o mercador Sulaiman, de Siraf, descreve a porcelana e o chá dos chineses.
  9. Cantão · a cargaNa volta, os navios levam seda e, sobretudo, cerâmica chinesa, muito procurada no mundo islâmico.
  10. Belitung · o naufrágioPor volta de 830, um desses dhows bate num recife perto da ilha de Belitung, na Indonésia. Levava mais de 60 mil peças de cerâmica. Pescadores o acharam em 1998.
  11. 878 · o fim de uma eraEm 878, o rebelde Huang Chao toma Cantão e mata milhares de estrangeiros: 120 mil, segundo Abu Zayd, de Siraf. O comércio direto com a China entra em crise.

Parte 5: 5ª parte · Quanzhou e a volta de Marco Polo

  1. Fim do século XIII · ZaitunQuanzhou, que os estrangeiros chamam de Zaitun, é um dos maiores portos do mundo. Marco Polo diz que, para cada navio de pimenta que ia a Alexandria, cem iam para lá.
  2. Zaitun · a missãoO imperador mongol Kublai Khan encarrega os Polo de levar a princesa Kököchin até a Pérsia, para se casar com o cã Arghun.
  3. A frotaPor volta de 1291, partem 13 ou 14 grandes navios de quatro mastros, conforme a versão do livro. Polo fala em 600 pessoas, sem contar os marinheiros.
  4. Java MenorDepois de cerca de três meses, a frota chega a uma ilha que Polo chama de Java Menor, a atual Sumatra.
  5. Sumatra · a esperaAli todos esperam cinco meses pela mudança da monção, antes de cruzar o golfo de Bengala.
  6. CeilãoA frota passa pelo Ceilão, a atual Sri Lanka, e segue pela costa da Índia, parando em vários portos.
  7. Maabar · as pérolasNo sudeste da Índia, que Polo chama de Maabar, ele descreve os mergulhadores que tiram pérolas do fundo do mar, entre a Índia e o Ceilão.
  8. As mortesMuitos morrem pelo caminho. Numa versão do livro, das 600 pessoas só 8 chegam vivas; outra versão diz 18. A princesa sobrevive.
  9. c. 1293 · OrmuzPor volta de 1293, a frota chega a Ormuz. Arghun já tinha morrido, e a princesa se casa com o filho dele, Ghazan.
  10. EpílogoOs Polo voltam a Veneza em 1295. Pouco mais de um século depois, as frotas de Zheng He fariam o mesmo caminho até Ormuz.

Onde as fontes não concordam

  • Hípalo, primeiro a traçar a rota direta; 40 dias até a Índia com o vento Hípalo. Plínio liga o nome ao vento; o Périplo, ao piloto. A primazia de Hípalo é discutida. Os 40 dias são de Ocelis à costa da Índia.
  • Peças de ouro romanas do século II, uma com Antonino Pio, nas escavações de Malleret (anos 1940). Se eram moedas, medalhas ou imitações locais é discutido; o texto diz 'peças de ouro'.
  • Faxian volta por mar, duas tempestades, desembarca em Laoshan (Shandong) em 412. 412 para o desembarque; algumas fontes dão 413 ou 414 para a chegada à capital. O texto diz 412 e 'Shandong'.
  • Cerca de 20 dias de Cantão a Srivijaya. 20 ou 22 dias, conforme a fonte; o texto diz 'cerca de 20'.
  • Srivijaya, centro perto de Palembang; depois controla o estreito de Malaca. Há quem identifique o 'Foshi' de Yijing com outro lugar; o texto segue a leitura mais aceita.
  • Chegada a Tamralipti em 673; Nalanda cerca de dez anos. Nalanda: 675–685 na maioria das fontes; a Wikipédia diz 11 anos. O texto diz 'cerca de dez anos'.
  • Kalah, porto da península Malaia, provavelmente perto de Kedah. A localização de Kalah é discutida (Kedah, Kra, Klang); o texto diz 'provavelmente'.
  • Naufrágio de Belitung c. 830; mais de 60 mil peças; achado por pescadores em 1998. Data: uma tigela tem a data de 826; o naufrágio é c. 826–830. Peças: 55 mil a 70 mil, conforme a fonte; o texto diz 'mais de 60 mil'.
  • Huang Chao toma Cantão em 878–879; 120 mil estrangeiros mortos segundo Abu Zayd. Ano 878 ou 879; al-Mas'udi dá 200 mil; os números são vistos como exagerados. O texto atribui o número a Abu Zayd.
  • Partida c. 1291 com 13 ou 14 navios de quatro mastros; 600 pessoas sem os marinheiros. Ano: 1291 ou início de 1292 (Yule); navios: 13 (texto francês de Yule) ou 14 (outras versões). O texto dá as duas contagens.
  • Das 600 pessoas só 8 sobrevivem (texto francês) ou 18 (G.T.). Ramusio diz que morreram 600 e que só um dos três embaixadores sobreviveu. O texto dá 8 e 18.
  • Chegada a Ormuz c. 1293; Arghun morto; Kököchin casa com Ghazan. Yule estima Ormuz entre o fim de 1293 e o começo de 1294; o texto diz 'por volta de 1293'.

Fontes

  • Geografia 2.5.12 (os 120 navios de Myos Hormos). Estrabão (c. 20 d.C.), LacusCurtius. https://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Roman/Texts/Strabo/2E3*.html
  • Roman trade with India. New World Encyclopedia. https://www.newworldencyclopedia.org/entry/Roman_trade_with_India
  • The Roman state and Red Sea trade revenue. MOM Éditions (OpenEdition Books). https://books.openedition.org/momeditions/16401?lang=en
  • Périplo do Mar Eritreu (século I), §§ 1, 14, 21–28, 53–57 (trad. W. Schoff). Internet Ancient History Sourcebook, Fordham University. https://sourcebooks.fordham.edu/ancient/periplus.asp
  • História Natural 6.96–106 (a viagem à Índia). Plínio, o Velho (77 d.C.), Internet Ancient History Sourcebook, Fordham University. https://sourcebooks.web.fordham.edu/ancient/pliny-india.asp
  • Hippalus. Wikipedia (en). https://en.wikipedia.org/wiki/Hippalus
  • Indo-Roman trade relations. Wikipedia (en). https://en.wikipedia.org/wiki/Indo-Roman_trade_relations
  • Muziris. Wikipedia (en). https://en.wikipedia.org/wiki/Muziris
  • Myos Hormos. Wikipedia (en). https://en.wikipedia.org/wiki/Myos_Hormos
  • Estudo arqueológico da rota marítima dos Han a partir de Hepu e Xuwen (resumo em inglês). Biblioteca de Beihai. https://bhlib.cn/upload/files/2026/6/11/英文提要.pdf
  • Hepu and the Maritime Silk Road (palestra de Francis Allard). Tang Center for Early China, Columbia University. https://tangcenter-columbia.org/november-10-2023/
  • Global Romans 6: Fake Roman coins from the Mekong Delta. Miko Flohr (Universidade de Leiden). https://mikoflohr.org/blog/2020/02/11/global-romans-6-fake-roman-coins-from-the-mekong-delta
  • The 166 Roman Envoy Mission to China. History is Now Magazine. https://www.historyisnowmagazine.com/blog/2025/12/10/the-166-roman-envoy-mission-to-china
  • China and the Roman Orient (1885), com a tradução do Hou Hanshu. Friedrich Hirth. https://rhinoresourcecenter.com/library/references/china-and-the-roman-orient-researches-into-their-ancient-and-mediaeval-relations-as-represented-in-old-chinese-records
  • Presence of Romans in China according to Chinese chronicles. IMPERIUM ROMANUM. https://imperiumromanum.pl/en/article/presence-of-romans-in-china-according-to-chinese-chronicles/
  • Arikamedu: Puducherry's Roman Relic. Live History India. https://livehistoryindia.com/story/monuments/arikamedu-romanport
  • Arikamedu (reavaliação das escavações de Wheeler e Casal), resumo. Penn DS Archaeobib. https://pennds.org/archaeobib/items/show/29960
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  • Centuries ago Srivijaya was where Chinese monks learned Sanskrit before India. Seasia. https://seasia.co/2026/10/06/centuries-ago-srivijaya-was-where-chinese-monks-learned-sanskrit-before-india
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  • Srivijaya. Wikipedia (en). https://en.wikipedia.org/wiki/Srivijaya
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  • Sunken Treasure: A Ninth Century Shipwreck. Roots.sg, National Heritage Board, Singapura. https://www.roots.gov.sg/en/stories-landing/stories/sunken-treasure-a-ninth-century-shipwreck/story
  • Shipwrecked: Tang Treasures and Monsoon Winds (catálogo da exposição). Smithsonian, National Museum of Asian Art. https://asia.si.edu/research/publications/exhibition-catalogues/shipwrecked-tang-treasures-and-monsoon-winds
  • Siraf: a Sasanian port (Antiquity) e relatórios das escavações. Cambridge University Press / Khakzad (2015). https://www.ancientportsantiques.com/wp-content/uploads/Documents/PLACES/IndOc-Gulf/Siraf-Khakzad2015.pdf
  • Rotas marítimas de Siraf à China segundo Abu Zayd al-Sirafi. Universidade de Teerã (journals.ut.ac.ir). https://journals.ut.ac.ir/article_94982.html
  • Abu Zayd al-Sirafi. Wikipedia (en). https://en.wikipedia.org/wiki/Abu_Zayd_al-Sirafi
  • Guangzhou massacre. Wikipedia (en). https://en.wikipedia.org/wiki/Guangzhou_massacre
  • Sulaiman al-Tajir. Wikipedia (en). https://en.wikipedia.org/wiki/Sulaiman_al-Tajir
  • Zheng He. Encyclopaedia Britannica. https://www.britannica.com/biography/Zheng-He
  • Marco Polo (aula ilustrada sobre a viagem de volta). INCOIS, Ministério das Ciências da Terra, Índia. https://incois.gov.in/Tutor/science+society/lectures/illustrations/lecture15/marcopolo.html
  • Kököchin. Wikipedia (en). https://en.wikipedia.org/wiki/K%C3%B6k%C3%B6chin
  • Zheng He (as viagens 4 a 7 chegam a Ormuz). Wikipedia (en). https://en.wikipedia.org/wiki/Zheng_He
  • The Book of Ser Marco Polo, vol. 1 (Prólogo, cap. 18, e notas de Yule e Cordier). Marco Polo, trad. Henry Yule (3ª ed., 1903), Project Gutenberg. https://www.gutenberg.org/ebooks/10636
  • The Book of Ser Marco Polo, vol. 2 (Zaitun, Java Menor, Maabar). Marco Polo, trad. Henry Yule (3ª ed., 1903), Project Gutenberg. https://www.gutenberg.org/ebooks/12410

Mapas: relevo e costas do Natural Earth (domínio público); rotas e datas aproximadas.