c. 1330 – c. 1346 · Iêmen, Somália, Quênia, Tanzânia
Ibn Battuta no oceano Índico (c. 1330–1346)
Esta história ainda não tem o texto completo. Por enquanto, cada trecho é uma etapa do vídeo.
Parte 1 de 2
1ª parte · a costa da África
c. 1330 · Áden
Ibn Battuta, um jurista de Tânger, no Marrocos, viaja pelo mundo islâmico desde 1325. Em Áden, no Iêmen, embarca num navio rumo à costa da África.
Áden · a data
Ele ditou suas viagens anos depois, de memória. Por isso, o ano desta viagem é discutido: 1330 ou 1331, conforme o historiador.
Zeila
Depois de quatro dias de mar, chega a Zeila, na atual Somália. Acha a cidade tão suja e malcheirosa que prefere passar a noite no navio.
Mogadíscio
Após 15 dias de navegação, chega a Mogadíscio. Descreve uma cidade enorme e rica, onde se abatiam centenas de camelos por dia.
Mogadíscio · a hospitalidade
Ali, jovens da cidade recebem cada mercador que chega e o hospedam. O juiz e um vizir o recebem e lhe dão roupas de presente.
Mombaça
Já na costa suaíli, passa uma noite em Mombaça, uma ilha onde não se planta grão: come-se banana e peixe, e as mesquitas são de madeira.
Quíloa
Chega a Quíloa, na atual Tanzânia, uma cidade 'muito bonita e bem construída', diz ele. Por ali passava o ouro que vinha de Sofala, mais ao sul.
Quíloa · o sultão
O sultão Abu al-Muzaffar Hasan era famoso pela generosidade. Segundo Ibn Battuta, chegou a dar a um mendigo a roupa do corpo.
A monção
Com a virada da monção, o navio volta para o norte, rumo à Arábia.
Dhofar
Em Dhofar, no atual Omã, vê os cavalos embarcados para a Índia, um dos grandes negócios do oceano Índico.
Omã e Ormuz
Depois passa pela costa de Omã e chega a Ormuz, no golfo Pérsico. Dali volta a Meca. Dez anos depois, embarcaria de novo, rumo à China.
Parte 2 de 2
2ª parte · das Maldivas à China
1341 · Índia
Ibn Battuta serve o sultão de Delhi, que o nomeia embaixador junto ao imperador mongol da China. Ele parte rumo ao mar com presentes, cavalos e escravizados.
Calicute
Em Calicute, um dos maiores portos da Índia, há 13 juncos chineses ancorados. A embaixada vai seguir viagem neles.
Calicute · a tempestade
Uma tempestade afunda os juncos com os presentes, e quase todos a bordo morrem. Ibn Battuta escapa porque estava em terra, na oração de sexta-feira.
Maldivas
Sem coragem de voltar a Delhi, vai para as Maldivas. Ali, por ser jurista, é praticamente obrigado a virar o juiz principal das ilhas.
Maldivas · nove meses
Casa-se com mulheres da elite e aplica a lei com tanto rigor que cria inimigos. Depois de cerca de nove meses, deixa as ilhas.
Ceilão
No Ceilão, a atual Sri Lanka, é recebido pelo rei e sobe o pico de Adão, uma montanha sagrada, onde passa três dias.
Bengala
Segue para Bengala. Em Chittagong, a comida era farta e barata, e os escravizados também; ele chamou a terra de 'um inferno cheio de coisas boas'.
Samudra
Em Samudra, no norte de Sumatra, o último reino muçulmano rumo ao leste, o sultão o hospeda por duas semanas e lhe dá um junco para seguir viagem.
Rumo à China
O junco atravessa o estreito de Malaca e sobe pelo mar do Sul da China. São cerca de 40 dias de mar até o porto chinês.
c. 1345 · Zaitun
Chega a Zaitun, a atual Quanzhou. 'É um dos maiores portos do mundo; não, é o maior', escreveu. Contou uns cem grandes juncos juntos.
China
Admira a seda, a porcelana e o papel-moeda e diz que a China é o país mais seguro do mundo para viajantes. Em 1349, volta enfim ao Marrocos.
Fontes e conferência
Cada data foi batida com as fontes abaixo. Quando elas não concordam, a divergência fica registrada aqui.
Parte 1: 1ª parte · a costa da África
- The Traveler: Ibn Battuta (Saudi Aramco World, jul./ago. 2005)AramcoWorld
- Ibn Battuta sails along the east coast of Africa (Rihla, trad. H. A. R. Gibb)Internet African History Sourcebook, Fordham University
- Ibn Battuta's Travels in the Indian Ocean (com trechos da trad. de Gibb, Hakluyt Society)Lafayette College, exposição de Museum Studies
- Ibn BattutaWikipedia (en)
- Kilwa SultanateWikipedia (en)
- The RihlaWikipedia (en)
- Ibn Battuta, jurista de Tânger, viaja desde 1325; embarca em Áden rumo à África
- confirmado
- Ano da viagem discutido (1330 ou 1331); Rihla ditada anos depois
- fontes divergemWikipédia e AramcoWorld: 1331; Lafayette/Hakluyt: 1330; Gibb chegou a propor 1328. O texto dá 1330 ou 1331.
- Áden a Zeila em 4 dias; Zeila suja, noite no navio
- confirmado
- Zeila a Mogadíscio em 15 dias; cidade enorme, centenas de camelos abatidos por dia
- confirmado
- Jovens hospedam os mercadores; juiz e vizir dão roupas
- confirmado
- Mombaça: uma noite; banana e peixe, sem grão; mesquitas de madeira
- confirmado
- Quíloa, cidade bem construída; ouro de Sofala
- confirmadoA tradução de Fordham diz 'very fine and substantially built town'; o texto parafraseia.
- Sultão Abu al-Muzaffar Hasan, generoso; deu a roupa a um mendigo
- confirmado
- Volta com a virada da monção
- confirmado
- Dhofar; cavalos embarcados para a Índia
- confirmado
- Omã, Ormuz e volta a Meca
- fontes divergemO trajeto exato depois de Qalhat é incerto; o mapa mostra um caminho provável.
Parte 2: 2ª parte · das Maldivas à China
- The Traveler: Ibn Battuta (Saudi Aramco World, jul./ago. 2005)AramcoWorld
- Ibn BattutaEncyclopaedia Britannica (Britannica Kids)
- Trecho da Rihla sobre o porto de Zaitun (trad. de Yule, Cathay and the Way Thither)Toyo Bunko, Digital Silk Road Project (NII)
- Ibn BattutaNew World Encyclopedia
- Through the Strait of Malacca to China: 1345–1346ORIAS, University of California, Berkeley (com base em Ross Dunn)
- Escape from Delhi to the Maldive Islands and Sri Lanka: 1341–1344ORIAS, University of California, Berkeley (com base em Ross Dunn)
- The Travels of Ibn Battuta, vol. IV (Hakluyt Society), resumoTaylor & Francis / Hakluyt Society
- Quanzhou: a crucial port along the eastern maritime Silk RoadsUNESCO
- Ibn BattutaWikipedia (en)
- Nomeado embaixador do sultão de Delhi junto ao imperador mongol da China (1341), com presentes, cavalos e escravizados
- confirmado
- 13 juncos chineses em Calicute
- confirmado
- Tempestade afunda os juncos; ele estava em terra, na oração de sexta-feira
- confirmado
- Maldivas: juiz principal, casamentos, rigor, cerca de nove meses
- confirmado
- Ceilão: recebido pelo rei; pico de Adão, três dias
- confirmado
- Chittagong: 'um inferno cheio de coisas boas'
- confirmado
- Samudra: último reino muçulmano rumo ao leste; duas semanas; junco do sultão
- confirmado
- Cerca de 40 dias de mar até a China
- confirmado
- Zaitun = Quanzhou, c. 1345; 'o maior porto'; uns cem grandes juncos
- fontes divergemAno: 1345 ou 1346. A AramcoWorld confunde Zaitun com Cantão; o texto segue Berkeley e UNESCO (Quanzhou).
- Admira seda, porcelana, papel-moeda; China segura para viajantes; volta ao Marrocos em 1349
- confirmado