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Histórias da Navegação

1604 – 1615 · oceano Atlântico, Brasil, Maranhão

São Luís: a França Equinocial e Guaxenduba

Esta história ainda não tem o texto completo. Por enquanto, cada trecho é uma etapa do vídeo.

Parte 1 de 2

1ª parte · a França Equinocial · 1612

1604 · o reconhecimento

O francês Daniel de La Touche, senhor de La Ravardière, já tinha explorado a costa norte do Brasil em 1604. Ali, os portugueses ainda não tinham se instalado.

Março de 1612 · Cancale

Com La Ravardière, François de Razilly e o senhor de Sancy à frente, três navios partem de Cancale, na Bretanha, para fundar uma colônia: a França Equinocial.

Cerca de 500 pessoas

A bordo vão cerca de 500 colonos e quatro frades capuchinhos, entre eles Claude d'Abbeville e Yves d'Évreux, que depois escreveriam relatos da colônia.

Fernando de Noronha

A frota faz escala no arquipélago de Fernando de Noronha antes de seguir para a costa do Maranhão.

Julho ou agosto de 1612

Os franceses chegam à grande ilha que os tupinambás chamavam de Upaon-Açu, hoje a ilha de São Luís.

Os tupinambás

A colônia depende da aliança com os tupinambás da ilha, que eram milhares e lutariam ao lado dos franceses.

8 de setembro de 1612

Os capuchinhos rezam uma missa e começa a construção do forte de Saint-Louis, em homenagem ao rei Luís XIII. É a data em que São Luís celebra sua fundação.

Uma fundação discutida

Há historiadores que dizem que os franceses ergueram só um forte, e que a cidade nasceu depois, com os portugueses. A origem de São Luís ainda é debatida.

1612–1614 · Paris

Razilly e Claude d'Abbeville levam seis tupinambás à França, onde são recebidos pelo rei. Enquanto isso, Portugal se prepara para retomar o Maranhão. É a parte 2.

Parte 2 de 2

2ª parte · Guaxenduba e a retomada · 1614–1615

1613–1614 · a reação

Portugal, então unido à Espanha, não aceita uma colônia francesa no norte do Brasil. O governador Gaspar de Sousa organiza em Pernambuco uma expedição para retomar o Maranhão.

Jerônimo de Albuquerque

O comando vai a Jerônimo de Albuquerque, filho de um fidalgo português com uma indígena tabajara. O segundo em comando é o sargento-mor Diogo de Campos Moreno.

Agosto de 1614 · Rio Grande

Jerônimo vai por terra até o Rio Grande. Diogo de Campos sai do Recife por mar com oito embarcações, e os dois se juntam no fim de agosto.

Setembro de 1614 · Jericoacoara

A expedição embarca no Ceará, para na baía das Tartarugas, em Jericoacoara, e segue até a foz do rio Periá, já no Maranhão.

26 de outubro de 1614

Os portugueses entram na baía de São José e erguem o forte de Santa Maria, em Guaxenduba, diante da ilha ocupada pelos franceses.

Novembro de 1614

Os franceses tomam três barcos portugueses. Com navios, cerca de 50 canoas e mais de mil guerreiros tupinambás, La Ravardière prepara o ataque.

19 de novembro de 1614

Os portugueses atacam de surpresa os franceses que desembarcavam em Guaxenduba. A maré baixa impede o reforço dos navios, e o comandante francês em terra morre.

A trégua

Mesmo em menor número, os portugueses vencem. Dias depois, os dois lados assinam uma trégua e mandam enviados à Europa para que os reis decidam a posse do Maranhão.

Novembro de 1615

Chega de Pernambuco a armada de Alexandre de Moura. Cercado por terra e por mar, La Ravardière se rende sem lutar, no início de novembro de 1615.

Jerônimo de Albuquerque Maranhão

Jerônimo assume o governo do Maranhão e acrescenta 'Maranhão' ao próprio nome. La Ravardière é levado preso para Pernambuco e depois para Portugal.

Fontes e conferência

Cada data foi batida com as fontes abaixo. Quando elas não concordam, a divergência fica registrada aqui.

Parte 1: 1ª parte · a França Equinocial · 1612

La Touche já explorara a costa norte do Brasil em 1604
confirmado
Março de 1612: três navios partem de Cancale com La Ravardière, Razilly e Sancy
confirmadoDia: 19 de março (Renato Czar e outros). Navios: Régente, Charlotte e Sainte-Anne (Wikipédia pt).
Cerca de 500 colonos; capuchinhos Claude d'Abbeville e Yves d'Évreux
confirmado
Escala em Fernando de Noronha
confirmado
Chegada à ilha de Upaon-Açu em julho ou agosto de 1612
fontes divergem26 de julho (Renato Czar; Berredo, segundo outro resumo, dá 26/7 como encontro no mar) ou 6 de agosto (Wikipédia pt). O texto diz 'julho ou agosto'.
Aliança com milhares de tupinambás
confirmadoEm Guaxenduba os franceses tinham 1.500 a 2.000 indígenas (O Imparcial; Wikipédia pt).
8 de setembro de 1612: missa e início do forte Saint-Louis, homenagem a Luís XIII
confirmado
Fundação de São Luís é debatida (forte francês x cidade portuguesa)
confirmado
Razilly e Claude d'Abbeville levam seis tupinambás à França; recebidos pelo rei
fontes divergemPartida do Maranhão em 9/12/1612 (Wikipédia pt); batismo em Paris em 1613 (INAH) e recepção no Louvre datada de 1614 por Daher. O rótulo diz 1612–1614.

Parte 2: 2ª parte · Guaxenduba e a retomada · 1614–1615

Portugal (União Ibérica) reage; Gaspar de Sousa organiza a expedição em Pernambuco
confirmado
Jerônimo de Albuquerque, mameluco (pai português, mãe tabajara); Diogo de Campos Moreno como segundo
confirmado
Jerônimo por terra ao Rio Grande; Diogo de Campos por mar com oito embarcações; junção no fim de agosto
fontes divergemSaída de Diogo de Campos: 23 de agosto do Recife (Wikipédia pt) ou 24 de agosto de Olinda (outra fonte); junção no Rio Grande em 28/8. O texto não dá o dia.
Embarque no Ceará, baía das Tartarugas (Jericoacoara), foz do Periá
confirmado
26 de outubro de 1614: forte de Santa Maria em Guaxenduba, baía de São José
confirmado
Franceses tomam três barcos portugueses; c. 50 canoas e mais de mil tupinambás
confirmadoIndígenas aliados dos franceses: 1.500 a 2.000 (O Imparcial) ou c. 2.000 (Wikipédia pt). O texto diz 'mais de mil'.
19 de novembro de 1614: ataque de surpresa na praia; maré baixa; morte de De Pézieux
confirmado
Vitória portuguesa em menor número; trégua e enviados à Europa
fontes divergemTrégua em 27 (Revista Marítima) ou 28 de novembro de 1614 (Wikipédia pt). O texto diz 'dias depois'.
Armada de Alexandre de Moura; rendição sem combate no início de novembro de 1615
fontes divergemRendição: 2, 3 (Wikipédia pt) ou 4 de novembro (IHGM, pelo relatório de Moura). Navios: sete (BRASILHIS, Wikipédia pt), com 600 a 900 homens.
Jerônimo governa o Maranhão e adota 'Maranhão' no nome; La Ravardière preso, a Pernambuco e a Portugal
confirmadoWikipédia pt: preso na Torre de Belém até 1619 ou 1620.