1766 – 1769 · França, rio da Prata, Malvinas, Brasil
Bougainville: a primeira volta ao mundo francesa
Esta história ainda não tem o texto completo. Por enquanto, cada trecho é uma etapa do vídeo.
Parte 1 de 3
1ª parte · de Nantes ao estreito de Magalhães
Novembro de 1766 · Nantes
Em novembro de 1766, a fragata Boudeuse sai de Nantes sob o comando de Louis-Antoine de Bougainville. É a primeira volta ao mundo de uma expedição francesa.
Uma missão antes
Antes do Pacífico, Bougainville tem uma tarefa: entregar à Espanha a colônia que ele mesmo fundara nas ilhas Malvinas, poucos anos antes.
Janeiro de 1767 · rio da Prata
No rio da Prata, ele se encontra com o espanhol Felipe Ruiz Puente para combinar a entrega das ilhas e a retirada dos colonos franceses.
Abril de 1767 · Malvinas
Em abril, a colônia francesa de Port Louis passa oficialmente às mãos da Espanha. A França recebe uma indenização.
Junho de 1767 · Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, a Boudeuse encontra a Étoile, o navio de carga da expedição. Nele viajam o naturalista Philibert Commerson e seu ajudante, 'Jean' Baret.
A primavera
No Rio, Commerson e Baret recolhem uma trepadeira de flores roxas e a batizam em homenagem ao comandante: Bougainvillea, a nossa primavera.
Um segredo
'Jean' Baret era, na verdade, Jeanne Baret, uma mulher disfarçada de homem. A tripulação desconfiava, mas o segredo ainda ia durar.
Dezembro de 1767 · o estreito
Em dezembro, os dois navios entram no estreito de Magalhães. A travessia, com frio e ventos contrários, leva semanas. A 2ª parte segue para o Taiti.
Parte 2 de 3
2ª parte · o Taiti
Janeiro de 1768 · o Pacífico
Em janeiro de 1768, a Boudeuse e a Étoile saem do estreito de Magalhães e entram no Pacífico, rumo ao oeste.
O oceano
São semanas de mar aberto. A bordo vão cientistas e desenhistas: pela primeira vez, uma volta ao mundo leva naturalistas profissionais.
Março · Tuamotu
Em março, avistam os atóis baixos do arquipélago de Tuamotu, cercados de recifes, sem lugar para desembarcar.
Abril de 1768 · Taiti
Em abril, chegam ao Taiti. Bougainville toma posse da ilha em nome da França e a chama de 'Nova Citera', a ilha da deusa do amor.
O paraíso
Os relatos dele criaram na Europa o mito do Taiti como paraíso. Mas o inglês Samuel Wallis tinha chegado à ilha um ano antes, e Bougainville não sabia.
Jeanne Baret
Segundo Bougainville, foi no Taiti que os moradores perceberam que o ajudante de Commerson era uma mulher. Outros relatos situam a descoberta mais tarde.
Ahutoru
Um taitiano, Ahutoru, decide seguir viagem com os franceses. Ele chegará a Paris e morrerá em 1771, na tentativa de voltar para casa.
Maio · Samoa
Em maio, a expedição passa pelas ilhas de Samoa.
Vanuatu
Depois chega às ilhas que hoje formam Vanuatu e avista Espírito Santo. Bougainville decide seguir para o oeste, atrás de um continente.
4 de junho · a barreira
Em 4 de junho, ouvem arrebentação à frente: quase batem na Grande Barreira de Corais. Bougainville desvia para o norte sem ver a Austrália.
Parte 3 de 3
3ª parte · a volta a Saint-Malo
Junho de 1768 · a fome
Depois da Grande Barreira, a viagem fica dura: a comida começa a faltar e o escorbuto aparece entre os marinheiros.
As ilhas Salomão
A expedição atravessa as ilhas Salomão sem desembarcar, por causa da hostilidade dos moradores. A maior ilha do norte ganha o nome de Bougainville.
Julho · Nova Irlanda
Na Nova Irlanda, os franceses são atacados. Segundo o cirurgião Vivès, foi ali que a tripulação confirmou que Baret era uma mulher.
As Molucas
Famintos e doentes, chegam às Molucas, onde finalmente conseguem comida fresca.
Setembro · Batávia
Em Batávia, a capital holandesa nas Índias, descobrem que os ingleses Wallis e Carteret tinham passado pelo Taiti antes deles.
Novembro · Maurício
Na ilha de França, a atual Maurício, Commerson e Jeanne Baret ficam em terra, como hóspedes do governador. Os navios seguem sem eles.
Jeanne Baret
Baret só voltaria à França por volta de 1775. Hoje é reconhecida como a primeira mulher a completar uma volta ao mundo.
16 de março de 1769 · Saint-Malo
Em 16 de março de 1769, a Boudeuse chega a Saint-Malo. Dos cerca de 340 homens da expedição, só sete morreram, um número baixíssimo para a época.
O livro
Em 1771, Bougainville publica o relato da viagem. O livro vira um sucesso e alimenta o debate dos filósofos sobre o 'bom selvagem' do Taiti.
Fontes e conferência
Cada data foi batida com as fontes abaixo. Quando elas não concordam, a divergência fica registrada aqui.
Parte 1: 1ª parte · de Nantes ao estreito de Magalhães
- 'She will be the first woman that has ever made it'Australian National Maritime Museum
- Jeanne Baret, pioneer botanistDangerous Women Project (Universidade de Edimburgo)
- Commerson, Philibert (rota da expedição de Bougainville)Nationaal Herbarium Nederland (Flora Malesiana Collectors)
- Jeanne Baret (exposição The Explorers)Western Australian Museum
- Jeanne BaretWikipedia (en)
- Louis Antoine de BougainvilleWikipedia (en)
- Novembro de 1766: Boudeuse sai de Nantes; primeira volta ao mundo francesa
- confirmadoA Wikipédia dá 15 de novembro de 1766.
- Missão de entregar à Espanha a colônia das Malvinas
- confirmado
- Janeiro de 1767: encontro com Felipe Ruiz Puente no rio da Prata
- confirmadoO herbário cita a passagem por Montevidéu; a Wikipédia, o encontro de 31/1/1767.
- Abril de 1767: entrega de Port Louis à Espanha; indenização
- confirmado
- Rio de Janeiro: encontro com a Étoile, com Commerson e Baret
- confirmado
- Bougainvillea recolhida no Rio por Commerson e Baret
- confirmadoFontes divergem sobre quem achou a planta; várias creditam Baret.
- Jeanne Baret disfarçada de homem, ajudante de Commerson
- confirmado
- Dezembro de 1767: entrada no estreito de Magalhães; semanas de travessia
- confirmadoA duração exata não foi conferida em 2 fontes; o texto diz 'semanas'.
Parte 2: 2ª parte · o Taiti
- 'She will be the first woman that has ever made it'Australian National Maritime Museum
- Commerson, Philibert (rota da expedição de Bougainville)Nationaal Herbarium Nederland (Flora Malesiana Collectors)
- Jeanne BaretThe Mariners' Museum
- Bougainville (Pacific Explorers)Princeton University Library
- Ahutoru: first Tahitian to discover EuropeTahiti Tourisme
- Jeanne Baret (exposição The Explorers)Western Australian Museum
- AhutoruWikipedia (en)
- Jeanne BaretWikipedia (en)
- Louis Antoine de BougainvilleWikipedia (en)
- Janeiro de 1768: saída do estreito para o Pacífico
- confirmado
- Primeira volta ao mundo com naturalistas profissionais
- confirmado
- Março de 1768: atóis de Tuamotu
- confirmadoA Wikipédia dá 22 de março.
- Abril de 1768: Taiti, posse pela França, 'Nova Citera'
- confirmado
- Mito do paraíso; Wallis chegou antes (1767)
- confirmado
- Baret reconhecida no Taiti (Bougainville) ou na Nova Irlanda (Vivès)
- fontes divergemBougainville diz Taiti; o cirurgião Vivès e outros, Nova Irlanda (julho). O texto cita as duas versões.
- Ahutoru segue para Paris; morre em 1771 na volta
- confirmadoMorreu de varíola em Madagascar (6 ou 7 de novembro de 1771).
- Maio: Samoa
- confirmado
- Vanuatu; avista Espírito Santo; segue para o oeste
- confirmado
- 4/6/1768: quase bate na Grande Barreira; desvia sem ver a Austrália
- confirmado
Parte 3: 3ª parte · a volta a Saint-Malo
- 'She will be the first woman that has ever made it'Australian National Maritime Museum
- Commerson, Philibert (rota da expedição de Bougainville)Nationaal Herbarium Nederland (Flora Malesiana Collectors)
- Jeanne BaretThe Mariners' Museum
- Jeanne Baret (exposição The Explorers)Western Australian Museum
- Jeanne BaretWikipedia (en)
- Louis Antoine de BougainvilleWikipedia (en)
- Falta de comida e escorbuto depois da Grande Barreira
- confirmado
- Salomão sem desembarque; ilha Bougainville
- confirmado
- Nova Irlanda: ataque; Vivès situa ali a descoberta de Baret
- confirmado
- Molucas: comida fresca
- confirmado
- Batávia: notícia de Wallis e Carteret
- confirmado
- Maurício: Commerson e Baret ficam com o governador Poivre
- confirmado
- Baret volta c. 1775; primeira mulher a completar a volta ao mundo
- confirmado
- 16/3/1769: Saint-Malo; 7 mortos em c. 340
- confirmadoOs 7 mortos e 340 homens vêm da Wikipédia; a data, das duas fontes.
- Relato publicado em 1771; debate do 'bom selvagem'
- confirmado